São Paulo Prisão de supostos membros do PCC em SP mais que dobra em 2017

Prisão de supostos membros do PCC em SP mais que dobra em 2017

Balanço do Ministério Público aponta que Gaeco apreendeu mais de R$ 25 milhões em espécie e 208 imóveis em poder do crime organizado

  • São Paulo | Kaique Dalapola, do R7

Em 2017, 795 pessoas que seriam do PCC foram presas

Em 2017, 795 pessoas que seriam do PCC foram presas

Mônica Zarattini/Estadão Conteúdo/19.02.2001

Entre janeiro e dezembro do ano passado, 795 pessoas possivelmente envolvidas com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foram presas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

O número é 134% superior na comparação com 2016, quando houve 340 prisões por supostos envolvimento com a facção criminosa. Esses dados foram divulgados pelo Gaeco, que pertence ao MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), nesta quarta-feira (25).

Ao longo do ano passado, o grupo também apreendeu cerca de 24 toneladas de drogas, quantidade que representa aumento de 29% na comparação com 2016. Além disso, foram registradas 880 buscas e apreensões e 1.339 prisões no total, de acordo com o balanço.

Outro número destacado pelo MP-SP foi a apreensão de imóveis e dinheiro em espécie em posso do crime organizado. Durante o ano de 2017, foram apreendidos mais de R$ 25 milhões em espécie e 208 imóveis. Em 2016 havia sido 89 imóveis e um valor pouco superior a R$ 22 milhões em espécie.

Em nota, o promotor Amauri Silveira Filho, coordenador do Gaeco, acredita que as organizações criminosas têm como objetivo se beneficiar financeiramente praticando atividades ilícitas.

“Por isso é imprescindível a existência de esquemas para ocultar ou dissimular a origem ilícita de bens e valores, bem como para reinseri-los no sistema econômico financeiro com aparência de licitude”, afirma Silveira.

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