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Professor de colégio da Unicamp recebe ofensas racista e homofóbica

"Caro professor, fica a dica: você é preto e viado (sic), seu lugar não é na sala de aula", diz uma mensagem deixada no armário do docente

São Paulo|Do R7

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Um professor da Unicamp recebeu uma carta com ofensas racistas e homofóbicas
Um professor da Unicamp recebeu uma carta com ofensas racistas e homofóbicas

Um professor de Língua Portuguesa foi vítima de ofensas racistas e homofóbicas em uma escola da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em Campinas. "Caro professor, fica a dica: você é preto e viado (sic), seu lugar não é na sala de aula", diz uma mensagem deixada no armário do docente, que trabalha no Cotuca (Colégio Técnico de Campinas). A instituição divulgou nota de repúdio e abriu investigação interna.

Unicamp amanhece com pichações racistas e ameaças em institutos


Um post em uma rede social afirma que esta não foi a primeira hostilização sofrida pelo professor. "Ele vem ouvindo comentários racistas e homofóbicos de alunos há semanas", postou uma estudante. Uma manifestação contra o episódio está marcada para esta sexta-feira (21).

Em nota, o Cotuca afirma que repudia o episódio e que está tomando medidas. "O colégio repudia a ação e irá apurar o caso, buscando identificar as pessoas responsáveis e aplicar as medidas cabíveis", informa.


Após divulgação de imagens, suspeito de pichar Unicamp é detido

Alega ainda que "não tolera nenhum tipo de discriminação" e que "um conjunto de ações" será aplicado de imediato.


Confira a nota de repúdio da universidade:

Divulgamos, há pouco, nota de repúdio em relação às ofensas racistas e homofóbicas sofridas por um de nossos professores...

Posted by Unicamp - Universidade Estadual de Campinas on Thursday, September 20, 2018

Outro caso


Outros casos recentes envolvem unidades ligadas à Unicamp. No mês passado, a polícia deteve um jovem acusado de ser o autor de pichações de símbolos nazistas e ameaças de massacre em duas bibliotecas e em um instituto da universidade.

Ele foi ouvido pela Polícia Civil, negou a autoria e foi liberado para responder em liberdade pelo crime de dano ao patrimônio público.

Foi instaurado inquérito e ele pode ser indiciado também por apologia ao nazismo. Mas familiares pediram que seja feito exame de sanidade mental, pois, haveria histórico de esquizofrenia no suspeito, que é ex-aluno da instituição.

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