São Paulo Professor de Etec é indiciado por se masturbar durante aula virtual

Professor de Etec é indiciado por se masturbar durante aula virtual

Docente, de 47 anos, foi afastado pela direção do Centro Paula Souza após ser denunciado por uma aluna da Etec Parque da Juventude, na zona norte de SP

  • São Paulo | Cesar Sacheto, do R7

Professor que se masturbou durante vídeoconferência é afastado e autuado

Professor que se masturbou durante vídeoconferência é afastado e autuado

Reprodução/Google Maps

A Polícia Civil de São Paulo indiciou por ato obsceno um professor, de 47 anos, que lecionava na Etec (Escola Técnica Estadual) Parque da Juventude, na zona norte de São Paulo, flagrado ao se masturbar durante uma vídeoconferência. Segundo as autoridades policiais, o docente alegou não saber que estava sendo filmado.

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O fato, ocorrido no dia 13 de maio, havia sido denunciado por uma aluna à direção da Etec. O episódio também gerou revolta entre estudantes e foi divulgado nas redes sociais com a hashtag "Etecs contra o Assédio", criada para denunciar casos de abuso sexual escolar.

O Centro Paula Souza, instituição que administra as escolas técnicas do estado, afastou o docente das suas atividades, abriu um procedimento administrativo para apurar o caso e registrou um boletim de ocorrência no 9º DP (Carandiru).

O inquérito, já em fase de conclusão, foi instaurado com base no artigo 233 do Código Penal, que prevê pena de detenção (de três meses a um ano), mais multa. Após ser finalizado, o relatório policial deverá ser encaminhado ao Ministério Público de São Paulo.

Confira a íntegra do posicionamento do Centro Paula Souza:

"O Centro Paula Souza informa que a direção da Etec Parque da Juventude, assim que tomou ciência do ocorrido, excluiu o professor da plataforma de aulas online, no próprio dia 13 de maio. O Centro Paula Souza abriu processo administrativo contra o profissional e determinou o seu imediato afastamento, com publicação no Diário Oficial do Estado no dia 16 de maio de 2020.

A diretoria da unidade também registrou boletim de ocorrência para que o professor responda criminalmente pelo ato. O processo administrativo, com todos pela demissão do professor.

O Centro Paula Souza repudia qualquer forma de desrespeito ou assédio e esclarece que todas as denúncias recebidas oficialmente na instituição são analisadas para que providências cabíveis sejam aplicadas, quando comprovadas procedentes".os documentos e provas anexados, foi encaminhado à Procuradoria de Procedimentos Disciplinares, da Procuradoria Geral do Estado, a quem cabe decidir".

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