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Promotor deve pedir quebra de sigilo de incorporadoras suspeitas fazerem parte de fraude do ISS

Pedido será feito se as empresas não cooperarem com as investigações sobre a quadrilha

São Paulo|Do R7

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O promotor de Justiça Roberto Bodini, que lidera as investigações sobre a quadrilha do ISS (Imposto Sobre Serviços) em São Paulo, disse nesta segunda-feira (25) que deve pedir a quebra de sigilo fiscal das incorporadoras BKO, Trisul, Tecnisa e Tarjabe e auxílio da Receita Federal para investigá-las. Essas empresas foram apontadas como beneficiárias do esquema de pagamento de propina para obtenção de desconto no ISS na capital paulista, que causou um prejuízo estimado em R$ 500 milhões nos cofres municipais.

As quebras serão pedidas caso as incorporadoras não cooperem com as investigações sobre a quadrilha. A Brookfield, que já foi ouvida, confirmou o pagamento de R$ 4,1 milhões entre 2008 e 2012. Uma testemunha protegida afirmou que a Alimonti pagou R$ 460 mil para liberação de três obras na capital. No depoimento, a testemunha disse que a Alimonti foi extorquida pelos fiscais.


Já o fiscal Luís Alexandre Cardoso Magalhães, integrante da quadrilha que assinou o acordo de delegação premiada, disse em depoimento que as empresas pagavam porque queriam. Bodini deve ouvir as empresas a partir desta quinta-feira (28).

Depoimentos

Tanto Magalhães quanto o auditor Eduardo Horle Barcellos, que também assinou a deleção premiada, estiveram no MP (Ministério Publico) nesta segunda-feira (25). Até as 14h, eles depunham em inquéritos civis paralelos à investigação de Bodini, que apuram a improbidade administrativa praticada pelos fiscais na Secretaria Municipal de Finanças.

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