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Promotoria cobra R$ 30 milhões da ‘máfia das próteses’

São Paulo|Do R7

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As Promotorias de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida) e de Defesa da Saúde (Prosus) denunciaram, nesta terça-feira, 20, um grupo de 19 acusados de envolvimento no escândalo da ‘máfia das próteses’, incluindo médicos e funcionários da área administrativa do hospital investigado, por organização criminosa.

Na ação, os promotores Maurício Silva Miranda e Luiz Henrique Ishihara, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, pedem que os envolvidos paguem solidariamente - quando o valor é dividido igualmente entre os réus - R$ 30 milhões, mais juros, pelo crime cometido.

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Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, os médicos se associaram a empresas que forneciam as próteses e outros materiais cirúrgicos e indicavam cirurgias ao pacientes em troca de uma ‘comissão’ de 30% do valor da cirurgia.

"O objetivo único era obter lucro, sem se importar com o diagnóstico, prognóstico ou tratamento dos pacientes", afirmam os promotores Maurício Silva Miranda e Luiz Henrique Ishihara, responsáveis pela denúncia.

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A investigação aponta a existência de um grupo criminoso dividido entre os núcleos empresarial (a empresa que fornecia o material e cometia fraudes como mudar as próteses das cirurgias), hospitalar (do hospital onde as fraudes eram realizadas) e médico (que indicava as operações e recebia dinheiro).

Pelo menos sete planos de saúde (Cassi, Bradesco, Geap, Unimed, Assefaz, Gama e Caps-Saúde) foram vítimas da conduta dos acusados, de acordo com os investigadores.

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De acordo com os promotores do Ministério Público, os denunciados formaram um grupo para ganhar dinheiro em prejuízo de planos de saúde e de pacientes.

Mesmo com a denúncia, as investigações continuam e novas acusações deverão ser apresentadas contra os envolvidos no esquema.

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Modus operandi

As investigações apontaram que a organização utilizou recursos como declarações fraudulentas e documentos falsificados para impor às vítimas cirurgias e procedimentos desnecessários. Além disso, segundo o Ministério Público, eram utilizadas órteses e próteses diferentes das previamente ajustadas no contrato de prestação de serviços. Também teria sido utilizado material cirúrgico fora do prazo de validade, aponta a investigação.

Se condenados, a pena dos réus pelo crime de organização criminosa pode chegar a oito anos de prisão. Como reparação dos danos causados pela organização criminosa, o Ministério Público pede a fixação mínima de R$ 30 milhões de forma solidária, a ser acrescido de juros moratórios na forma da lei e corrigido a partir da data do crime.

O valor não interfere na liquidação da sentença para a reparação do dano efetivamente sofrido nem do valor total a ser estabelecido em ações de reparação civil dos danos sofridos por pacientes eventualmente lesados.

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