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Proposta para o ensino médio divide conselho

São Paulo|Do R7

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Divergências entre integrantes da comissão que analisa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio no Conselho Nacional de Educação (CNE) podem travar a aprovação do documento. Nesta segunda-feira, 2,, o então presidente da comissão, Cesar Callegari, defendeu a devolução do texto para o Ministério da Educação (MEC), sob justificativa de "defeitos insanáveis". Ele também renunciou à presidência da comissão.

A BNCC do ensino médio - documento que traça os objetivos de aprendizagem para todas as escolas do País - foi apresentada em abril pelo governo e passa por uma fase de discussão e audiências públicas. A expectativa do MEC era de que ela fosse aprovada até dezembro. Mesmo membros da comissão que não concordam com as críticas já não mais acreditam que esse prazo será cumprido.

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Um dos problemas apontados é o fato de o texto só descrever Língua Portuguesa e Matemática como disciplinas. O restante - como Química, Biologia ou História - deveria ser ensinado de forma compartilhada com outras áreas. Há reclamações também porque o MEC não diz como as escolas devem oferecer a parte optativa do novo ensino médio, prevista por lei aprovada no ano passado. O documento é "parcial e incompleto", segundo Callegari.

"O conselheiro apresentou considerações que serão avaliadas pelos demais", disse o presidente do CNE, Eduardo Deschamps. Ele assumiu temporariamente a comissão. O conselho vai eleger para o cargo hoje um novo nome, que definirá como será a avaliação dessa demanda. A comissão se reúne novamente na sexta.

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Segundo Deschamps, o calendário de audiências públicas está mantido - quinta-feira será a próxima, em Fortaleza. Em São Paulo, em junho, uma delas acabou cancelada por causa de protestos. Manifestantes contrários ao documento invadiram o local e impediram a reunião. "O momento não é bom para discutir coisas desse teor. Há a proximidade das eleições, governantes com meses de mandato, sem legitimidade para algo tão importante", diz Callegari.

Procurado, o MEC não quis comentar as críticas. O texto do ensino médio foi separado da Base da educação infantil e fundamental, aprovada em 2017. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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