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Protesto contra proposta que limita gastos públicos bloqueia rodovias e terminal de ônibus

Manifestantes colocaram fogo em pneus para dificultar acesso de veículos nos locais dos atos

São Paulo|Do R7, com Agência Record e Estadão Conteúdo

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Protesto atinge três importantes estradas da Grande São Paulo
Protesto atinge três importantes estradas da Grande São Paulo

Manifestantes ligados à CUT (Central Única de Trabalhadores) e ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) bloquearam rodovias na manhã desta sexta-feira (11) contra a PEC dos Gastos (PEC 55 no Senado, antiga PEC 241 da Câmara), que congelará por 20 anos os gastos públicos, incluindo com educação e saúde.

Os participantes do protesto colocaram fogo em pneus para dificultar o acesso de carros. Três importantes rodovias que chegam à capital — Régis Bittencourt, Dutra, Anchieta — e a rodovia Anhanguera, no interior de SP, têm bloqueios nesta manhã. O terminal João Dias, na capital, também é afetado.


Veja os locais bloqueados:

Régis Bittencourt


Manifestantes bloqueiam o acostamento da rodovia Régis Bittencourt, no km 272, sentido Capital, em Taboão da Serra, na grande São Paulo, desde às 6h57. O trânsito é lento entre os km 283 e 280, segundo a concessionária que administra a rodovia.

Dutra


Manifestantes bloqueiam totalmente a pista expressa da rodovia Presidente Dutra, km 208, sentido capital, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O trânsito está parado entre os km 204 e 210. O trânsito está parado desde antes das 7 horas da manhã e até mesmo a polícia está encontrando dificuldades para chegar ao local onde os manifestantes colocaram fogo na pista.

Anchieta


Manifestantes bloqueiam totalmente a rodovia Anchieta, sentido capital, na altura do km 23, em São Bernardo do Campo. De acordo com a concessionária que administra a estrada, o tráfego é lento na chegada a São Paulo, do km 27 ao 23 e do km 13 ao 10, devido a excesso de veículos.

Anhanguera

Uma manifestação de moradores e sem-teto bloqueou totalmente a rodovia Anhanguera (SP-330) na manhã desta sexta-feira, em Sumaré, interior de São Paulo. Os manifestantes fizeram barreiras com pneus e atearam fogo, interditando os dois sentidos da rodovia, no trecho em que a rodovia corta o distrito de Nova Veneza.

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, os manifestantes são moradores da Vila Soma, bairro situado às margens da rodovia. Um dos acessos a Sumaré também ficou bloqueado. Ainda segundo a polícia, a manifestação é contra as medidas de controle fiscal do governo Temer. Às 8 horas, os policiais e a Guarda Municipal de Sumaré negociavam a liberação da rodovia.

Terminal João Dias

Manifestantes bloqueiam totalmente o terminal João Dias, na zona sul da capital.

Interior de SP

Cerca de 300 mil usuários do transporte coletivo urbano e interurbano ficaram sem ônibus desde a madrugada desta sexta-feira, em Sorocaba e 40 cidades da região. A greve foi decretada pelos sindicatos dos trabalhadores em protesto contra medidas de ajuste fiscal do governo federal. Foram mantidos 30% da frota circulando, insuficientes para atender os usuários.

Em Sorocaba, Votorantim e Itapetininga, onde o transporte urbano também parou, milhares de pessoas seguiram a pé para o trabalho. Nas rodoviárias, usuários foram apanhados de surpresa no meio de viagens programadas para o feriado prolongado da Proclamação da República, dia 15.

O Sindicato dos Condutores de Sorocaba divulgou nota informando que a categoria participava do Dia Nacional de Greve contra o que chamou de "pacote de maldades" do governo Temer. Também anunciou que a paralisação será suspensa ao meio-dia.

A Urbes, empresa municipal de transporte de Sorocaba, informou ter montado um esquema especial para garantir um mínimo de mobilidade aos usuários.

Protestos no País

Entidades sindicais e movimentos populares também realizam protestos em outros estados do País, contra ataques a direitos trabalhistas e sociais. O lema é "Nenhum direito a menos!".

O secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, disse que as "entidades de base farão atos pela manhã, junto às suas categorias - podem ser concentrações ou paralisações.

Às 14 horas, a Apeoesp (Associação de Professores do Estado de São Paulo) faz assembleia na Praça da Republica, na capital paulista, e movimentos sociais se encontram no vão livre do Masp na avenida Paulista, às 15 horas. O evento principal acontece às 16 horas na Praça da Sé, reunindo as entidades sindicais e movimentos.

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