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Protesto de sem-teto interdita a estrada do M'Boi Mirim

Os manifestantes fazem parte da ocupação Nova Palestina e pedem melhoria de moradia

São Paulo|Do R7

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Ato por moradia começou na madrugada desta sexta-feira
Ato por moradia começou na madrugada desta sexta-feira

Pelo menos 6.000 pessoas realizam uma manifestação na estrada do M´boi Mirim, desde as 4h30 desta sexta-feira (10), segundo informações da Polícia Militar.

Os manifestantes são integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) que estão acampados em um terreno particular, de cerca de 1 milhão de m², e fazem parte da ocupação Nova Palestina. O acampamento foi montado na esquina da estrada do M´boi Mirim com a rua Clamecy, na região do Jardim Ângela.


Ainda de acordo com a polícia, os manifestantes seguirão em caminhada para a sede da Subprefeitura do M´boi Mirim, onde farão reivindicações por mais moradias na região.

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De acordo com Guilherme Boulos, um dos coordenadores do ato, o grupo pretende parar a marginal Pinheiros, na altura da ponte do Socorro, em protesto contra o prefeito da cidade, Fernando Haddad. Segundo Boulos, o manifesto acontece após declarações de Haddad de que a área da Nova Palestina deveria ser destinada para um parque público.


O protesto segue de forma pacífica. Até às 7h20 não havia informação de tumulto, segundo a Polícia Militar. Questionada sobre a possível ida dos manifestantes para a marginal Pinheiros, a PM informou que isso não está no cronograma do que foi combinado com os integrantes do protesto.

Veja como está o trânsito na região do protesto


Ônibus

A SPTrans (São Paulo Transporte) responsável pela administração dos ônibus coletivos da cidade, informou que as 30 linhas que atendem a área da estrada do M´boi Mirim tiveram de ser desviadas por conta da manifestação.

No sentido centro, os ônibus são desviados pela Vila Remo e, no sentido bairro, pela estrada do Riviera. Segundo a assessoria de imprensa, técnicos da SPTrans acompanham a manifestação e estão à disposição para orientar a população sobre os desvios.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que, por tratar-se de área de proteção ambiental, a administração municipal "está tomando providências no sentido de responsabilizar judicialmente o proprietário, por omissão ou conluio". Isso porque, em em reunião com lideranças do movimento na última segunda-feira (6), a Secretaria de Relações Governamentais informou que a responsabilidade do terreno é do dono da área.

Ainda de acordo com a prefeitura, como se trata de uma Zona de Proteção e Desenvolvimento Sustentável, a Lei de Zoneamento e o Plano Diretor não permitem construir habitação no local. Além disso, a gestão de Haddad reforçou que "não iniciou tratativas com os proprietários para futuro processo de desapropriação do terreno para a implantação do parque no local por não existirem recursos disponíveis".

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