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Quadrilha formada por familiares é alvo de operação após movimentar R$ 36 milhões em agiotagem

Quatro pessoas, sendo tio, sobrinhos e filho, foram presas. Entre os foragidos está um ex-policial responsável por cobrar as vítimas

São Paulo|Do R7*

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Investigação aponta que o empresário Evanderson Guimarães faz parte da quadrilha
Investigação aponta que o empresário Evanderson Guimarães faz parte da quadrilha

Uma operação do Gaeco (Grupo de Ações Especiais de Combate ao Crime Organizado) junto ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo) terminou com quatro pessoas da mesma família presas, na sexta-feira (24), no interior de São Paulo. A quadrilha é suspeita de ter movimentado, em três anos, cerca de R$ 36 milhões em agiotagem.

Segundo as investigações, a família emprestava dinheiro e cobrava juros abusivos com ameaças e violência. Com o lucro dos empréstimos, os suspeitos compravam imóveis e carros de luxo, além de investir no próprio esquema de agiotagem e no crime organizado.


Além do Gaeco e do MP-SP, as polícias Civil e Militar participaram da 'Operação Castelo de Areia'. Os agentes fizeram buscas em prédios e apartamentos em Franca e Ribeirão Preto, no interior do estado, depois seguiram para outro edifício de salas comerciais. Documentos e computadores foram apreendidos.

Entre os foragidos está um ex-policial civil, identificado como Rogério Raquel. Ele teria começado a participação no esquema quando ainda era investigador da corporação, mas pediu exoneração do cargo neste ano. Rogério seria o responsável por fazer cobranças aos devedores e usava o uniforme de policial para isso.


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Rafael Piola, promotor do MP, revelou que a quadrilha é comandada por tio, sobrinhos e filho. Um dos presos é o empresário Evanderson Guimarães, que é dono de uma empresa de crédito, e exibe a vida de luxo nas redes sociais.

O policial investigado não faz parte da família, mas ele teria sido aliado para participar.

Três pessoas ainda são investigadas.

*Com a colaboração de Daiana Fernandes, daRecord

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