Quantidade de armas de brinquedo no quarto de filho de PMs mortos chamou atenção da polícia
Arma usada no crime foi encontrada na mão esquerda, sob o corpo do adolescente
São Paulo|Fernando Mellis, do R7

A grande quantidade de armas de brinquedo encontradas na quarto do jovem Marcelo Pesseghini, de 13 anos, chamou atenção da polícia. O adolescente é o principal suspeito de matar os pais, que eram policiais militares, a avó, uma tia e depois tirar a própria vida. A informação foi confirmada pelo delegado Itagiba Vieira Franco, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), durante a coletiva realizada na tarde desta terça-feira (6).
— No quarto dele, nós encontramos uma grande quantidade de armas de brinquedo. Ele teve a capacidade, talvez espelhando-se no pai, de montar um colete artesanal, de papelão, tipo escudo do choque. E também um tipo de coldre, de ombro, que ele montou inteiro, com fitas e com papelão, com lugar para por a arma.
O delegado disse ainda que o inquérito não está concluído, mas tudo leva a crer que o filho do casal de PMs premeditou a chacina. Um amigo dele, também de 13 anos, contou à polícia que o filho dos PMs tinha o desejo de ser matador de aluguel, matar os pais e fugir com o carro deles.
Segundo Franco, a polícia encontrou três corpos na sala. O policial militar estava deitado, de bruços, com a aparência de quem estava dormindo, enquanto a mãe estava de joelhos e com o braço cruzado na frente da cabeça. O garoto, mais ao lado. A arma foi encontrada sob o corpo do menino, em sua mão esquerda.
Em uma casa ao lado, no terreno, a polícia encontrou em um dos quartos a mãe e a irmã dela. As duas aparentavam estar dormindo em uma posição tranquila, vestidas e cobertas. Segundo o delegado, "se não tivesse o ferimento do tiro, poderia se dizer que elas estavam dormindo".
— Isso aí já nos chamou atenção porque não é usual. Teria alguma coisa. Em primeiro lugar, teria havido reação dos policiais, briga, gritaria, qualquer coisa e não foi isso que nós evidenciamos. Tudo ali se resumia, no nosso entender, a alguma coisa muito particular, muito familiar.










