Suéter usado por Deolane no momento de prisão custa quase R$ 3.000
Influenciadora foi presa na quinta (21) por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC; Justiça negou habeas corpus
São Paulo|Marcus Francisco, do R7

A influenciadora Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) na Operação Vérnix, por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC. No momento da detenção e durante a audiência de custódia que a manteve presa, a influenciadora utilizava um suéter na cor azul, detalhe que chamou a atenção.
A peça, por mais simples que pareça, não é nada comum: o suéter é assinado pela marca de grife Ralph Lauren, e é vendido no site da marca por R$ 2.990. Em lojas especializadas em moda, a roupa chega a custar mais de R$ 5.000.

O suéter é mais um dos itens de luxo usados pela influenciadora, que teve carros avaliados em R$ 8 milhões apreendidos pelas autoridades. Após a prisão, a polícia disse que Deolane lavou um ‘oceano de dinheiro’ para o PCC. A Justiça ordenou o bloqueio de R$ 327 milhões em bens da influenciadora e de outros alvos da operação.
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Prisão de Deolane
Deolane foi presa às 6h desta quinta. Ela havia chegado de viagem a Roma na quarta (20). Além dos celulares, os investigadores da Operação Vérnix — força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça — recolheram com a influenciadora cerca de R$ 50 mil em dinheiro, joias, relógios e computadores.
A polícia está convencida de que Deolane, indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, mantém “relações estreitas” com a cúpula do PCC. Ela abriu uma teia de 35 pessoas jurídicas de fachada, todas no mesmo endereço, um modesto conjunto habitacional de Martinópolis, também no interior paulista.
Seis veículos de luxo, todos blindados, apreendidos na operação, foram levados para um local no interior e estão sob custódia da Polícia. Quatro carros estavam de posse de Deolane. Os outros dois estavam com Éverton de Souza, o contador da influenciadora apontado como “operador financeiro” do PCC. Deolane passou por audiência de custódia e o decreto de prisão contra ela foi mantido.
Ela será ouvida pela polícia nos próximos dias. Suas declarações serão anexadas a um relatório final complementar que os delegados Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão estão preparando e que servirá de base para uma eventual denúncia do Ministério Público.
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