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Quem é Gerson Palermo, chefe do PCC que é piloto de avião e foi preso na Bolívia

Traficante foi beneficiado com prisão domiciliar durante a pandemia, mas fugiu após romper a tornozeleira eletrônica

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gerson Palermo, conhecido como "Pigmeu", é um traficante da cúpula do PCC e piloto de avião, preso na Bolívia após seis anos foragido.
  • Ele acumula condenações por tráfico de drogas e pelo sequestro de um avião em 2000, totalizando 126 anos de pena.
  • Palermo foi beneficiado com prisão domiciliar durante a pandemia, mas fugiu após romper a tornozeleira eletrônica.
  • O desembargador que concedeu o habeas corpus a Palermo é suspeito de corrupção, mas nega as acusações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Palermo acumula condenações por tráfico de drogas e sequestro de um avião em 2000 Reprodução/Redes sociais

O traficante da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital), Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, preso nesta terça-feira (26) após seis anos foragido, acumula condenações por tráfico de drogas e até pelo sequestro de um avião, em 2000.

Ele foi encontrado pela polícia boliviana. A defesa de Palermo não foi localizada.


De acordo com a PF (Polícia Federal), Palermo comprou um habeas corpus concedido em abril de 2020 pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, investigado por suspeita de venda de sentenças. O desembargador Divoncir nega os ilícitos.

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Antes da concessão da prisão domiciliar, “Pigmeu” estava preso em regime fechado em Campo Grande desde abril de 2017.


Ele havia sido detido pela PF na Operação All In, deflagrada em março daquele ano, quando foram apreendidos 810 quilos de cocaína.

Piloto de avião e apontado como integrante da cúpula do PCC, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu poucas horas após ser beneficiado pela decisão judicial. Desde então, não havia mais sido localizado.


O benefício ao traficante foi concedido durante a pandemia de Covid-19, com base na informação da defesa sobre o quadro de saúde supostamente debilitado do prisioneiro, mesmo sem laudo médico comprovando tal alegação.

A PF suspeita que o desembargador recebeu propina e lavou o dinheiro ilícito por meio da modalidade conhecida como ‘gado de papel’ — um filho dele negocia gado e recebeu ‘quantias consideráveis em espécie’.


O desembargador se aposentou em abril de 2024, ao completar 75 anos de idade.

Sequestro de avião

‘Pigmeu’ acumula 126 anos de pena por tráfico de entorpecentes e outros crimes — entre as acusações a que ele já respondeu está o sequestro de um Boeing da antiga Vasp (Viação Aérea São Paulo), em agosto de 2000, no Paraná. Somente neste caso, Palermo foi condenado a 66 anos de prisão.

Segundo a acusação, o avião, que levava 60 passageiros, havia acabado de decolar do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba quando foi sequestrado. A rota da aeronave foi alterada para Porecatu, no interior paranaense.

Gerson Palermo foi preso uma semana depois do crime, andando na Avenida Paulista e usando o mesmo telefone celular utilizado no sequestro da aeronave. Na mochila dele, havia R$ 67 mil, que eram dos malotes roubados.

O dinheiro que estava com “Pigmeu” foi a única quantia recuperada dos cerca de R$ 5,5 milhões roubados do avião - em valores da época. A aeronave estava transportando malotes do Banco do Brasil.

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