São Paulo "Quero que a justiça seja feita", diz funcionária humilhada em padaria

"Quero que a justiça seja feita", diz funcionária humilhada em padaria

Atendente da padaria Dona Deôla da Pompeia, na zona oeste de SP, diz que nunca havia sido tão maltratada no trabalho como por Lidiane Biezok

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Lidiane, à esquerda da imagem, sendo confrontada por clientes da padaria

Lidiane, à esquerda da imagem, sendo confrontada por clientes da padaria

Reprodução/ Twitter @KaiqueDalapola

Luane da Silva, atendente da padaria Dona Deôla do bairro da Pompeia, na zona oeste de São Paulo, afirmou que nunca havia sido tão maltratada por um cliente como foi pela advogada Lidiane Biezok, de 45 anos, no episódio que ocorreu na última sexta-feira (20). A cliente ofendeu funcionária e depois agrediu fisicamente outros dois jovens, além de atacá-los com falas homofóbicas. 

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"Espero que a justiça seja feita. Que isso não aconteça mais e que ela nao venha mais aqui", disse a atendente à Record TV. Segundo a funcionária, Lidiane chegou ao estabelecimento naquele dia já exaltada, exigindo que a trabalhadora abrisse 25 sachês de maionese para ela. 

Luane abriu metade dos sachês e sugeriu que a cliente usasse a maionese da casa, quando Lidiane teria respondido com uma ameaça. "Ela pediu pra viagem e ela falou assim: 'se não tiver bom eu vou jogar na sua cara'", relatou a funcionária.

Dois jovens artistas, ambos de 24 anos, entraram na discussão para defender Luane neste momento, gravado pelas vítimas e por outros clientes da padaria.

Nas imagens, Lidiane aparece com uma postura agressiva, visivelmente alterada. "Você trabalha para limpar meus restos", diz à funcionária em quem atira guardanapos. Logo em seguida, ela começa a ofender e agredir os jovens que vieram em defesa de Luane. 

Problemas psicológicos

A advogada justificou o comportamento com a alegação de ter problemas mentais, como depressão e bipolaridade grave, que foram piorados naquele dia por uma dose de álcool e remédios.

Ela também se defendeu das acusações de homofobia. "A partir do momento em que, de certa forma, eu fui atacada por eles, eu surtei. Não sou homofóbica, nunca fui. Eu tenho vários amigos homossexuais", disse.

Funcionários da própria padaria, porém, afirmam que o comportamento de Lidiane é frequente, nos dois anos em que ela é cliente do local. O comportamento errático da mulher se repetiu em pelo menos outros quatro casos, em diversos estabelecimentos. Uma dessas ocorrências chegou a render processo na Justiça contra Lidiane, acusada de furto.

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