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Rede criada por produtores culturais e artistas quer ajudar na recuperação de escolas nas periferias

Proposta é unir pais, alunos e professores na organização de festivais de artes

São Paulo|Juca Guimarães, do R7

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Produtora Mariana Bergel, da Boia Fria, conversou com os alunos
Produtora Mariana Bergel, da Boia Fria, conversou com os alunos

Nas periferias de São Paulo, assim como em outras regiões do País, as escolas públicas são um retrato cruel da falta de investimentos em Educação. Prédios antigos e sem acessibilidade, pintura desgastada, banheiros sujos e quadras precisando de reforma são problemas comuns que os alunos vivenciam diariamente.

Para tentar mudar este quadro, Mariana Bergel, diretora-executiva da Boia Fria Produções idealizou o projeto "Ocupasom na Escola" com o objetivo de organizar uma série de ações culturais para integrar os alunos e arrecadar fundos para a reforma das escolas. O projeto é uma parceria com a organização Periferia Ativa. 


— Vamos levantar todas as necessidades estruturais da escola e orçar quanto custa botar a casa em ordem. Na sequência, unindo todos os alicerces da rede, que inclui pais, alunos, professores, artistas e produtores, vamos chegar a um plano de dois ou três meses de atividades que impulsionem a integração da comunidade, especialmente dos próprios alunos, com o espaço do colégio.

No começo do mês, a Boia Fria Produções organizou uma edição teste do festival na Escola Estadual Professor José Flávio Osório Negrini, na região do Campo Limpo, na zona sul da capital, com shows do Grupo U-Clãn, Rafael Fish, Dryca Ryzzo, Fernandinho Beatbox, Jadiel, Jeff Boto, Amanda Maciel, Izzy Gordon, Rincon Sapiência, MSario, Massau, Fino du Rap, Daniel Yorubá, Thulla Melo, Bruno Dupre, Nego Chic, DJ Asma, Livia Cruz, Fernandinho BeatBox, Ylsão, MC To, Negredo, Zero Onze, Gabriel da Paz, Amanda Maciel, Chocolate, RB, Jota B, N.S.N, Uterço, Negreta, entre outros. O evento também contou com uma roda de bate-papo com alunos, pais e professores para discutir os problemas e avaliar soluções. Os alunos haviam ocupado a escola contra o projeto de reorganização dos ciclos de ensino imposto pelo governo estadual.


— A realização do festival com a reforma das escolas pode melhorar não apenas a qualidade do ensino em São Paulo, mas também para mudar questões culturais da própria comunidade e sociedade, pensando de uma forma mais abrangente.

Para Mariana Bergel, o importante é que o festival una as pessoas entorno da ideia de melhorar a escola. "O desafio final é conseguir fazer com que o espaço fique aberto para uso dos alunos e da comunidade, inclusive nos finais de semana", disse. 


A arrecadação de fundos para a transformação das escolas, de acordo com a proposta da rede, também terá a participação dos comerciantes da região.

— Tem muita gente que quer ajudar, que se envolveu com a questão dos estudantes e que percebeu o quanto esse tema é importante pro futuro dessa nova geração e de todo o país. Muitos não podem atuar ativamente nas escolas, mas querem colaborar. Com uma planilha aberta, expondo todos os custos detalhadamente, as pessoas vão se sentir mais seguras em apoiar com dinheiro, já que isso vai trazer mais credibilidade ao trabalho.

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