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Região do Jardim Ângela volta ao topo do ranking da violência em São Paulo

Área que foi considerada exemplo de redução de assassinatos registrou 31 homicídios neste ano

São Paulo|Alvaro Magalhães, do R7

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Jardim Ângela teve alta de 55% no número de casos de homicídio e voltou a ser a área mais violenta da cidade
Jardim Ângela teve alta de 55% no número de casos de homicídio e voltou a ser a área mais violenta da cidade

O distrito policial do Jardim Herculano, na zona sul, é o campeão de registros de homicídios na capital paulista neste ano, indica levantamento feito pelo R7 com base nas estatísticas divulgadas nesta quinta-feira (25) pela SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

A área, que engloba o Jardim Ângela, teve 31 casos de homicídios entre janeiro e agosto deste ano — uma alta de 55% ante os 20 casos registrados no mesmo período do ano passado.

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No início dos anos 2000, a região ficou marcada como a mais violenta da cidade. Após uma série de medidas sociais e o reforço no patrulhamento, a área chegou a ser tida como um exemplo de redução da criminalidade. Em 2009, passou 64 dias sem nenhum assassinato. Mas, em seguida, a violência voltou a crescer.

Em 2013, o Jardim Herculano aparecia como o 9º mais violento da capital, considerando o período de janeiro a agosto.

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De janeiro a agosto de 2014, outras duas regiões da zona sul aparecem empatadas em segundo lugar na lista das mais violentas de São Paulo: Parelheiros e Campo Limpo tiveram, cada, 29 casos de homicídios no período. Nos oito primeiros meses do ano passado, em ambos os distritos policiais foram registrados os mesmos 29 casos.

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Praticamente metade de todos os casos de homicídios registrados na capital neste ano (360 de 730) concentra-se em 20 das 93 delegacias da capital.

Atrás das três citadas, aparecem 47º DP (Capão Redondo), com 26 casos; 73º DP (Jaçanã), com 25; 53º DP (Parque do Carmo), com 19; 92º DP (Parque Santo Antônio), com 19; 46º (Perus), com 16; 44º DP (Guaianases), com 15; 49º DP (São Mateus), com 15; 50º DP (Itaim Paulista), com 15; 98º (Jardim Miriam), com 15; 45º DP (Brasilândia), com 14; 64º DP (Cidade A. E. Carvalho), com 14; 85º (Jardim Mirna), com 14; 1º DP (Sé), com 13; 69º DP (Teotônio Vilela), com 13; 74º (Parada de Taipas), com 13; 101º DP (Jardim das Imbuias), com 13; 59º DP (Jardim Noêmia), com 12.

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De todos, apenas o 1º DP (Sé) fica no centro expandido da capital. Os demais são distritos da periferia da cidade.

Neste ano, de janeiro a agosto, a capital registrou 730 casos de homicídios — 5,9% a menos do que os 776 registrados no mesmo período do ano passado.

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