São Paulo Registro de estupros em SP segue em alta e bate recorde em setembro

Registro de estupros em SP segue em alta e bate recorde em setembro

Números oficiais da Secretaria de Segurança Pública apontam que há, em média, 33 registros de estupros por dia no Estado de São Paulo

  • São Paulo | Kaique Dalapola, do R7

Registros de estupros estão em alta em São Paulo

Registros de estupros estão em alta em São Paulo

Agência Brasil

O número de registros de estupros no Estado de São Paulo cresceu pelo segundo mês seguido, na comparação com o mesmo período do ano anterior, e teve o pior mês de setembro da série histórica, iniciada em 2001. 

De acordo com os dados estatísticos divulgados pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) na tarde desta sexta-feira (25), no mês de setembro deste ano houve 1.201 registros de estupros. O número é 27% maior do que o mesmo mês de 2018, quando teve 946 casos registrados.

Com a atualização dos dados pela pasta, o acumulado do ano chega em 9.062 registros de estupros até setembro de 2019. Nos nove primeiros meses do ano passado foram registrados 8.960 estupros.

O acumulado do ano é o mais alto para o período desde 2013. Entre 2014 e 2018, os registros de estupros não ultrapassaram a marca de 9.000 durante os nove primeiros meses do ano. Os números deste ano representam uma média de 33 registros de estupro por dia no Estado.

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Os dados oficiais da SSP-SP ainda apontam que, do total de estupros cometidos nos nove primeiros meses deste ano, 6.749 foram cometidos contra pessoas em situação de vulnerabilidade.

Conforme o Código Penal, é considerado estupro de vulnerável fazer sexo com menores de 14 anos ou "com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência".

Procurada pela reportagem do R7 para falar sobre o aumento nos registros de estupros em São Paulo, a SSP respondeu com a nota abaixo: 

São Paulo é pioneiro no combate à violência sexual e de gênero. O número de prisões por estupro no Estado de São Paulo cresceu 16,23% de janeiro a setembro deste ano, frente ao mesmo período de 2018. A atual gestão trabalha continuamente para aumentar o número de notificações desses crimes. Ampliou de uma para 10 as DDMs 24 horas e outras 30 serão inauguradas até 2022. Criou o SOS Mulher, aplicativo que prioriza o atendimento às vítimas com medidas protetivas, e realiza campanhas para conscientizar a população sobre o combate à violência contra a mulher. Em setembro, 85% dos estupros ocorreram em locais privados, sendo 70% em residências, e 88% foram cometidos por pessoas do convívio da vítima.

Homícidios e latrocínios

Os dados estatísticos também apontam que os casos registrados como homicídios dolosos (quando há intenção de matar) está em queda em setembro deste ano e os latrocínios (roubos seguidos de morte) se mantiveram no mesmo patamar no mês.

A pasta aponta que os assassinatos em setembro deste ano recuaram em 8,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, e registrou 211 mortes. Com a atualização, o acumulado do ano chega a 1.868 vítimas de homicídios dolosos no Estado.

O mês de setembro deste ano também houve 22 vítimas de roubos seguidos de morte em São Paulo. O mesmo mês de 2018 houve o mesmo tanto de vítimas do crime. Nos nove primeiros meses deste ano, 140 pessoas foram vítimas de latrocínios.

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