Reintegração de terreno invadido na zona leste está marcada para novembro
Protesto contra a desocupação teve confronto, incêndio em galpões e paralisou trens da CPTM
São Paulo|Com R7 e Agência Record

A reintegração de posse de um terreno invadido na zona leste de São Paulo foi autorizada pela Justiça e está marcada para novembro. Por meio de nota, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo) informa que o terreno foi ocupado nos dias 6 e 7 de setembro por moradores da União Vila Nova, vizinha ao terreno. Segundo a companhia, as áreas ocupadas são destinadas a implantação de praças, ruas, escolas e urbanização.
Um protesto contra a desocupação deste terreno da CDHU teve confronto com a polícia, incêndio em galpões e paralisou trens no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo.
O protesto começou por volta de 16h30. Cerca de 180 pessoas ocuparam trilhos da linha 12-Safira da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com barricadas e interromperam a circulação de trens. Sete estações foram fechadas. A confusão deixou 200 mil passageiros sem transporte e o Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) não foi acionado por causa do risco dos manifestantes atearem fogo nos ônibus. Os manifestantes seguiram pela avenida Doutor Assis Ribeiro, onde bloquearam os dois sentidos.
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A Polícia Militar foi chamada e houve confronto com moradores. Bombas de efeito moral foram usadas para conter o protesto. Os manifestantes dispersaram e um grupo ateou fogo em três galpões da CDHU, bem ao lado da linha de trem. O Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas, que combateram o incêndio.
Por volta de 19h30, terminou o confronto entre policiais e manifestantes. Os trens da CPTM voltaram a circular às 20h entre as estações Brás e Jardim Helena, com intervalos maiores. O trânsito no local ficou complicado, inclusive com reflexos na rodovia Ayrton Senna.
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