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Rodovia no litoral é recordista em multas em SP, com 35 mil por mês

São Paulo|Do R7

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A rodovia que percorre praticamente todo o litoral paulista é a campeã no número de multas por excesso de velocidade. Dados do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), do primeiro semestre, mostram que a SP-55 registrou, em média, 35.765 infrações por mês, quase 10% da média (369.732) de flagrantes feitos nas 110 estradas estaduais com radares.

A SP-55 é formada pelas Rodovias Padre Manoel da Nóbrega, Cônego Domenico Rangoni e Doutor Manoel Hipólito Rego. Com 336 km de extensão, liga as cidades de Miracatu, no Vale do Ribeira, e Peruíbe, no litoral sul, a Ubatuba, no litoral norte, e é administrada pelo próprio DER em seu maior trecho (87%), e pela concessionária Ecovias. Também é a rodovia mais vigiada de São Paulo, com 115 radares fixos, além dos aparelhos móveis usados pela Polícia Militar Rodoviária.

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Moradores do litoral sul, que é cortado pela Padre Manuel da Nóbrega, defendem a fiscalização eletrônica de velocidade como forma de reduzir os acidentes de trânsito, principalmente nos trechos urbanos das estradas, mas acreditam haver excesso no número de radares ao longo da SP-55, que multa, em média, 50 veículos por hora. Cerca de 85% dos flagrantes são de motoristas que excedem o limite em até 20% - infração média -, que rende multa de R$ 85,13 e 4 pontos na carteira nacional de habilitação (CNH).

Foi o caso do instalador de TV a cabo Flávio Serra Júnior, de 63 anos, há cerca de um mês. "Pego a rodovia todos os dias e já decorei onde ficam os radares. Mas um dia desses tinha um radar móvel bem escondido. Eu estava com um pouco de pressa e acabei levando uma multa", conta. Ele percorre a Padre Manoel todos os dias no trajeto entre sua casa, em Itanhaém, até o trabalho, em Praia Grande.

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A localização quase oculta dos radares, como debaixo de passarelas, e as variações do limite máximo de velocidade ao longo da estrada, de 60 km/h a 110 km/h, também são apontadas como possíveis causas para o alto número de infrações. "A crítica é quanto à colocação maliciosa, mas acho que eles são necessários. Quando não tinha radar, o número de atropelamentos aqui era um absurdo", conta o tradutor Richard Okrongli, de 42 anos, que prefere que sua mulher dirija na estrada para evitar multas. "Eu sou mais 'pé de chumbo'."

Segundo o DER, os equipamentos são posicionados em locais que permitam a fiscalização do excesso de velocidade, mas protegidos de vandalismo e depredação. O órgão afirma que uma análise feita entre 2015 e 2016 sobre o comportamento dos motoristas em trechos críticos de acidentes, após a colocação de radares, constatou uma redução de 28,1% nos acidentes com vítimas e queda de 24,5% no número de mortes. Somente nos 44 quilômetros da SP-55 que estão sob concessão, na região de Santos, Praia Grande e Guarujá, a redução foi de 13,7% no número de acidentes e de 36,4% no de vítimas entre 2014 e 2015.

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O número de multas aplicadas na SP-55 é quase 20% maior do que a média da segunda rodovia que mais registra infração de velocidade no Estado, a Anhanguera (SP-330), que tem 30.108 flagrantes. Além de ser mais curta do que a rodovia que liga a capital ao extremo norte do Estado, a SP-55 tem um fluxo menor, com cerca de 2 milhões de veículos a menos por mês.

"Não sei explicar por que as rodovias litorâneas têm mais infrações, mas, sem dúvida, as ações de fiscalização de excesso de velocidade contribuíram muito para a redução de acidentes e de mortes na região", afirma o capitão Jeferson Cansian, da Polícia Militar Rodoviária de São Paulo, que usa 105 radares móveis para flagrar desrespeito aos limites de velocidade.

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Velocidade média

Já Eduardo Biavati, especialista em segurança no trânsito, defende o uso de radares que calculam a média da velocidade dos veículos ao longo da estrada, como é feito na Europa, e diz que o objetivo não deve ser aumentar o número de infrações. "Se as multas estão crescendo é preciso adotar outra ações, como campanhas educativas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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