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Rope jump: prefeitura vai processar o governo federal após morte de jovem em ponte de SP

Município de Limeira diz que houve omissão e falta de fiscalização para acesso à Ponte do Esqueleto; ministério defende investigação

São Paulo|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A prefeitura de Limeira planeja processar o governo federal pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que caiu de 40 metros durante um salto de rope jump sem equipamento de segurança.
  • A Ponte do Esqueleto, local do acidente, está desativada e a prefeitura acusa o governo federal de omissão na fiscalização e controle de acesso à área.
  • O prefeito Murilo Félix destaca a necessidade de apurar a responsabilidade pela falta de medidas de segurança na área federal.
  • Investigações revelaram que a atividade de rope jump foi realizada por prestadores de serviço sem empresa formal, resultando na prisão de seis pessoas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

rope jump, Limeira, São Paulo
Mulher de 21 anos foi lançada de ponte sem equipamento de segurança Reprodução/redes sociais - 13.06.2026

A prefeitura de Limeira anunciou, nesse sábado (13), que vai processar o governo federal após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, durante um salto de rope jump no interior de São Paulo. Ela caiu de uma altura de 40 metros após ser lançada sem equipamento de segurança.

O salto utilizou a Ponte do Esqueleto, entre Limeira e a cidade de Cordeirópolis, e que está desativada. A prefeitura alega que houve omissão para fiscalizar a área pelo governo federal e diz ter encaminhado medidas administrativas desde o ano passado.


A Secretaria de Patrimônio da União, responsável pela administração a nível federal, lamentou a morte de Maria Eduarda. Por meio de nota (leia a íntegra no fim do texto), defendeu as investigações do caso e indicou que a ponte está dentro de duas propriedades privadas.

“Entendemos que os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais. E, na sequência, decidir o futuro da ponte do Esqueleto de forma conjunta”, diz trecho de nota encaminhada à reportagem.


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“A responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. A administração municipal e a Câmara Municipal já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. Nenhuma providência concreta foi adotada”, diz trecho de comunicado divulgado.

O prefeito da cidade, Murilo Félix, lamentou a tragédia envolvendo a jovem de 21 anos e defende que a falta de controle de acesso à área deverá ser apurada.


“Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias”, afirmou.

Segundo investigadores, a vítima da atividade de esporte não contava com aparelhos de segurança. Os prestadores de serviço do salto irregular não têm uma empresa formal. Seis pessoas estão presas.


Relembre o caso

Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos de uma queda de 40 metros durante a prática de rope jump — que utiliza corda em saltos. Maria Eduarda não estava com equipamento de segurança.

Um vídeo, registrado por pessoas que acompanhavam os saltos, mostra que ela foi jogada de uma ponte na cidade de Limeira sem que a equipe tenha instalado os itens necessários para o esporte.

A filmagem registrou uma pessoas que viu o salto dizendo: “A corda, gente, a corda”, após a queda da mulher.

O que diz o governo

Leia a íntegra da nota encaminhada pelo governo federal, em resposta ao anúncio da prefeitura:

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lamenta a morte trágica da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante atividade esportiva não autorizada na ponte do Esqueleto. A SPU se solidariza com a família e amigos da Maria Eduarda.

A ponte do Esqueleto pertencia a trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no interior de propriedades particulares. A SPU nunca autorizou qualquer atividade esportiva ou de outra natureza na ponte do Esqueleto.

O processo de incorporação da ponte ao patrimônio da SPU só foi autorizado em 2026. Mesmo assim, desde 2024, em diferentes momentos a SPU pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte. Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira.

Entendemos que os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais. E, na sequência, decidir o futuro da ponte do Esqueleto de forma conjunta.

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