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Sabesp desconsidera racionamento de água em São Paulo neste ano

Companhia ainda não cogita utilizar volume morto do sistema Alto Tietê

São Paulo|Do R7

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A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) não considera a possibilidade de um racionamento de água ainda este ano na cidade de São Paulo. A afirmação foi feita pelo superintendente da produção de água da região metropolitana da companhia paulista, Marco Antônio Barros, ao ser questionado sobre qual seria o ponto em que a companhia seria obrigada a determinar a necessidade da restrição.

— Não existe um planejamento da nossa parte ou um horizonte para a aplicação de um racionamento.


O superintendente acrescentou que a companhia está intensificando as ações para redução de perdas e realiza novas obras para ampliar a integração dos sistemas, além de contar com a adesão dos clientes ao programa de bônus na conta, para economia no consumo superior a 20%.

Barros lembrou ainda da possibilidade de retirada de mais reserva técnica do sistema Cantareira - a companhia já obteve autorização para extrair da reserva técnica adicionais 106 bilhões de litros.


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— Isso afasta essa possibilidade (de racionamento) este ano.


Ele afirmou que as ações que a companhia está tomando desde o início do ano "são justamente para usar de uma maneira melhor a água disponível no sistema sem a necessidade de uma medida radical."

Para o diretor econômico-financeiro e de relações com investidores da Sabesp, Rui Affonso, medidas de racionamento e rodízio devem ser as últimas alternativas diante de uma crise hidrológica.


— Quem está adotando neste momento o racionamento (vários municípios no interior de São Paulo o adotaram) está fazendo porque não tem alternativa, e não por convicção técnica ou institucional.

Affonso considerou que rodízio e racionamento são medidas "iníquas" e que "aumentam a desigualdade no tratamento de seus consumidores".

— Tratar igualmente os desiguais é aumentar a desigualdade, essa é a nossa convicção.

Ele justificou que grandes empresas, que têm grandes áreas de reserva de água, não seriam afetadas pelo racionamento.

Alto Tietê

A Sabesp ainda não está considerando a utilização da reserva técnica, também chamado de volume morto, do sistema Alto Tietê, disse o superintendente de Captação de Recursos e Relações com Investidores da companhia, Mario Sampaio.

De acordo com ele, a companhia está concluindo estudos sobre essa reserva técnica, mas ainda não há uma definição sobre seu uso.

— O planejamento da empresa indica que vamos trabalhar com o volume útil (do Alto Tietê). Tem o estudo, se necessário (o uso do volume morto), está identificado, mas no planejamento da empresa isso não está contemplado na execução.

Atualmente, o nível do reservatório do Sistema Alto Tietê está em 17,9%. Rui Affonso explicou que esse porcentual reflete o fato de a companhia estar utilizando água desse sistema para atender parte da demanda de clientes normalmente atendidos pelo sistema Cantareira.

Conforme a companhia, cerca de 1 milhão de consumidores que eram abastecidos pelo Cantareira passaram a ser atendidos pelo Alto Tietê.

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