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Sabesp deve dificultar concessão de bônus por economia de água

Companhia também quer a prorrogação da sobretaxa para quem consumir mais

São Paulo|Do R7

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Crise hídrica em São Paulo começou oficialmente em 2014
Crise hídrica em São Paulo começou oficialmente em 2014

Prestes a completar dois anos da crise hídrica em São Paulo, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) pretende aumentar a meta de economia de água, dificultando a obtenção de desconto para quem reduz seu consumo, e prorrogar por mais um ano a multa para quem gastar mais do que antes da crise.

A empresa explicará o plano ainda nesta quarta-feira (23). O pedido será encaminhado à Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), a quem cabe dar o aval às mudanças.


Até então, a referência para o cálculo do bônus era a média do consumo de água de cada residência antes do início da crise. Para conseguir o desconto na conta, o morador tinha de reduzir o gasto com base na média de consumo realizado entre fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. Agora, a Sabesp sugere que a nova referência seja a média de consumo da população durante a crise, entre outubro de 2014 a setembro de 2015. 

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Nesse período, a empresa indica que houve uma redução de 22% no consumo da população da Região Metropolitana de São Paulo. Ou seja, na hora de fazer o novo cálculo, será considerado que o gasto anterior foi menor. O valor que aparece hoje na conta como média de consumo será multiplicado por 0,78%. Na prática, a economia terá de ser ainda maior para conseguir o bônus.

A escala de concessão continua a mesma: redução de 30% no valor da conta para quem reduzir acima de 20% no consumo. Com o bônus concedido de janeiro a outubro de 2015, a Sabesp deixou de arrecadar R$ 770 milhões. Em novembro deste ano, 79% da população consumiu menos água do que a média pré-crise. 


Por outro lado, a Sabesp quer a prorrogação da sobretaxa para quem gasta mais água até o final de 2016. Até outubro, com essas multas, a empresa tinha arrecadado R$ 398 milhões. A multa é de até 50% para quem gasta mais do que antes da crise.

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