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São Paulo decide unificar a rede de inteligência de todas as polícias

São Paulo|Do R7

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O governo de São Paulo decidiu unificar toda a rede de inteligência da polícia. Por meio de uma resolução, publicada na quinta feira, 22, no Diário Oficial, a Secretaria de Segurança Pública do Estado criou o Conselho Integrado de Planejamento e Gestão Estratégica (Gipge), que terá nove assentos e será presidido pelo chefe da pasta, Alexandre de Moraes.

A meta é criar um único bloco de centros de informações das corporações (Militar, Civil e Corpo de Bombeiros) para missões conjuntas de combate ao crime organizado, repressão ao tráfico e acompanhamento das manifestações de rua. A medida rompe um tabu da segurança. Historicamente, as instituições se rivalizam. Não raro entram em choque no plano administrativo e também nos procedimentos operacionais.

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Ex-promotor de Justiça, advogado com larga atuação nos tribunais superiores, Moraes diz que as principais polícias do mundo adotam a inteligência como prioridade absoluta. Ele avalia que o distanciamento dos núcleos de informação enfraquece o cerco ao crime e, por isso, quer harmonizar o setor mais estratégico da segurança. "As nossas corporações mantêm bancos de dados próprios que primam pela excelência, mas não adianta nada fazer uma operação da Polícia Civil na zona Leste e outra da PM na zona Sul. O desempenho da inteligência das polícias deve ser coordenado para atingirmos as metas exigidas pela política de segurança definida pelo governo do Estado."

Reuniões semanais

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Dez são as atribuições do comitê, que terá reuniões semanais. A principal será promover a coordenação, centralização, análise, compatibilização, compartilhamento e integração de dados e informações fornecidas pelos sistemas de inteligência. O conselho também vai cuidar do planejamento estratégico das ações conjuntas ou combinadas pelos órgãos de segurança pública e da articulação com setores federais, estaduais e municipais e os Gabinetes Metropolitanos de Gestão Estratégica de Segurança. Ao colegiado recai outra tarefa sensível: definição e medidas de controle e redução da letalidade de policiais na atividade operacional ou decorrente de sua condição profissional e de civis em ocorrências com intervenção policial.

Além disso, o conselho vai fixar e fiscalizar o Programa de Metas e Bônus por resultados e indicar investimentos de acordo com a dotação orçamentária. A criação do conselho também tira de cena o plano de duas subsecretarias, uma ligada à Polícia Civil, outra à PM. "Eu ia duplicar o degrau da inteligência, o que tornaria a ação ainda mais lenta", observou Alexandre de Moraes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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