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São Paulo terá mais 6 centros de pesquisa para Coronavac, diz Doria

Meta do Instituto Butantan é acelerar fase final de testes clínicos que vão apontar eficácia da vacina para registro na Anvisa

São Paulo|Do R7

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Governador de São Paulo, João Doria, e o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres
Governador de São Paulo, João Doria, e o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres

O governador João Doria afirmou, nesta sexta-feira (23), que serão criados seis novos centros de pesquisa científica para testagem e desenvolvimento da Coronvac, em fase final dos estudos clínicos de segurança e eficácia contra o coronavírus. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

"A vacina, que é o tema do momento, é a proteção à vida e um direito de todos os brasileiros. No caso da pandemia, a vacina é o único caminho para a retomada total da economia, do ensino presencial, de eventos de grande público, do turismo e da volta à normalidade”, afirmou o governador.

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Os novos centros serão supervisionados por especialistas do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Os estudos serão executados em quatro hospitais da periferia da capital, onde a taxa de contaminação tem se mostrado maior do que nos bairros centrais. Outros dois ficarão na região do ABC, que já tem a Universidade Municipal de São Caetano do Sul como local de testagem.

O objetivo do governo é ampliar e aumentar o número de profissionais de saúde que atuam como voluntários na pesquisa da Coronavac. Até agora, 9.039 pessoas participam dos estudos clínicos em sete estados.

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Com os novos centros, os estudos clínicos serão ampliados para 13 mil voluntários em 22 locais de pesquisa. Nesta fase final da pesquisa, metade dos participantes recebe a dose da CoronaVac, enquanto os demais são inoculados com placebo.

Para determinar a eficácia da Coronavac, é preciso que ao menos 61 participantes aplicados com a substância sejam contaminados pelo coronavírus. A partir desta amostragem, haverá a comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tenham diagnóstico positivo de covid-19.

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Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, poderá ser submetido à avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para registro e posterior uso em campanhas de imunização contra o coronavírus.

Segundo o governo de São Paulo, a Coronavac é uma das mais promissoras candidatas a vacina contra o coronavírus e está sendo desenvolvida no Brasil desde julho, em parceria internacional do Instituto Butantan com a biofarmacêutica Sinovac Life Science. O Butantan tem acordo para transferência de tecnologia e aquisição de 46 milhões de doses do imunizante.

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