Segundo suspeito de matar dono de academia morreu atropelado dois dias após o crime, diz polícia
Fernando Abdalla foi assassinado no fim de abril, em frente à academia que era dono
São Paulo|Do R7

Um adolescente suspeito de ter envolvimento na morte do empresário Fernando Guerreiro Abdalla, de 29 anos, no fim de abril, morreu atropelado dois dias após o crime, de acordo com informações da Polícia Civil. Nesta tarde, Diego Mendes Barros, de 18 anos, foi preso quando foi ao Fórum Criminal da Barra Funda, para assinar documentos referentes a outro processo. Os investigadores disseram não ter dúvidas da participação dele no latrocínio – roubo seguido de morte – do empresário.
Barros já havia sido identificado um mês depois do crime, mas os policiais tiveram dificuldade para prendê-lo. Em uma ocasião, quando foram à casa dele, na região da Brasilândia, o suspeito conseguiu escapar por uma tubulação de águas. Uma testemunha da morte de Fernando reconheceu Diego por meio de fotos, na delegacia. Com isso, foi expedido um mandado de prisão contra ele.
A morte do empresário
O empresário Fernando Guerreiro Abdalla, de 29 anos, foi assassinado por ladrões de moto na região da Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. A vítima foi baleada mesmo sem ter reagido ao assalto. O empresário tinha apenas levantado os braços para mostrar que iria obedecer aos criminosos.
Amigos prestam homenagem a dono de academia morto em assalto na zona norte
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O crime aconteceu na estrada do Sabão, pouco depois da 0h. O empresário tinha acabado de fechar sua academia quando foi abordado por dois criminosos que ocupavam uma moto. Nesse momento, a vítima caminhava em direção a sua moto, uma Yamaha Ténéré 250.
Segundo a Polícia Militar, o empresário ergueu os braços, para mostrar que não ia reagir. Mas isso não impediu que um dos ladrões atirasse em seu peito. Os bandidos fugiram levando a moto da vítima. Abdalla foi levado para o Hospital Geral de Vila Penteado, mas não resistiu ao ferimento.
O latrocínio – roubo seguido de morte – foi registrado no plantão do 72º Distrito Policial (Vila Penteado). Segundo informações apuradas pela equipe de reportagem da TV Record, o irmão do empresário morreu há seis anos também durante um assalto. Abdalla era casado e deixou dois filhos.
Outros crimes
Diego já responde pela tentativa de latrocínio contra um policial militar reformado, em 19 de abril, também na zona norte da capital. Ele também foi indiciado por matar um mecânico, de 64 anos, depois que roubou um ônibus e atropelou a vítima, no dia 5 de novembro.
Ele permanece no centro de detenção provisória 4 de Pinheiros, na zona oeste da capital.
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