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Seis em cada dez roubos envolvem celulares no Estado de SP

Metade dos assaltos ocorre contra pedestres, indica levantamento da Secretaria de Segurança

São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo

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SP: Roubos de celulares cresceram pelo 17º mês seguido no Estado
SP: Roubos de celulares cresceram pelo 17º mês seguido no Estado

O celular é o principal alvo dos ladrões no Estado de São Paulo. Em agosto, 63,39% de todos os roubos nas cidades paulistas terminaram com as vítimas sem seus aparelhos, de acordo com balanço divulgado pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo. Esse tipo de roubo cresce desde março de 2015, portanto, há 17 meses consecutivos.

Além de o celular ser o objeto mais desejado pelos criminosos, a maioria dos roubos ocorre contra pedestres. A SSP indicou que pessoas caminhando pelas ruas e avenidas do Estado responderam por 54,51% das ocorrências — mais da metade do total.


Havia uma tendência de queda desde março de 2016, mas os registros tornaram a subir de julho para agosto.

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A violência fez o operador de máquinas Márcio Pereira da Silva, de 26 anos, tomar uma decisão: no fim do mês, vai deixar São Paulo, onde vive há cinco anos, para voltar à cidade natal de Acopiara, município de 50 mil habitantes na caatinga cearense.

— Emprego é mais difícil, mas pelo menos lá não sou assaltado com tanta frequência.


A entrevista do jovem foi dada na frente do 49.º Distrito Policial, em São Mateus, zona leste da capital, região onde houve maior aumento no número de roubos em geral do ano passado para cá; em 2016, foram 2.334 casos, dos quais dois foram contra Silva.

O mais recente aconteceu em setembro, quando caminhava pela Rua Professor Pedro Antônio Pimentel e foi abordado por uma dupla em uma moto. Voltava do trabalho para casa e falava ao celular com a noiva. O aparelho foi levado.


— Apontaram a arma e pediram o celular. Saíram falando para eu não olhar nem para trás e só seguir andando.

Na semana passada, tentava corrigir o número do IMEI registrado no boletim de ocorrência para que o seguro pagasse o valor do aparelho.

A contratação do serviço foi feita após o primeiro roubo em que haviam levado outro aparelho de Silva. Pagando R$ 17,99 por mês, o operador tentava amenizar o prejuízo.

— Da outra vez foi ainda mais grave, colocaram o cano da arma na minha nuca e saíram em um carro. Há dois anos já haviam levado uma moto minha. Não dá mais para ficar aqui. A gente luta tanto para conseguir e eles levam tão facilmente.

Policiais que atuam na região confirmaram ao jornal O Estado de S. Paulo que o modo de atuação criminosa costuma repetir-se, com ocorrências de duplas em motos ou bicicletas cujas principais vítimas são pedestres em horários das 6 às 8 horas e das 19 horas às 22 horas.

Os agentes veem relação entre a quantidade recente de invasões de terrenos abandonados na área com o aumento da criminalidade, já que supostamente haveria concentração dos autores dessas ocorrências.

Itaim Paulista

Outro destaque negativo da capital também vem da zona leste, na área do 50.º DP, no Itaim Paulista. Lá, o aumento dos crimes dessa natureza foi de 29% na comparação com o último ano. A promotora de vendas Miriam Andrade, de 30 anos, disse evitar sair tarde do trabalho por acreditar que esperar no ponto de ônibus a torna presa fácil.

— Depois das 19 horas já é perigoso. A gente sabe que, se ficar vacilando no ponto, eles vão passar e te roubar.

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