Sem-teto invadem sede da Secretaria do Meio Ambiente em São Paulo
Grupo protesta contra desocupação feita na região do Grajaú, há uma semana
São Paulo|Do R7
Um grupo de sem-teto invadiu na manhã desta terça-feira (24) a sede da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, na rua do Paraíso, em São Paulo. O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) fala em mais de 150 pessoas, mas a Polícia Militar diz que há cerca de 50 pessoas no local. Eles protestam contra uma reintegração de posse realizada no Grajaú, na zona sul da capital, há uma semana.
Em entrevista ao R7, Rose Santos, uma das colaboradoras do movimento, disse que os manifestantes chegaram por volta das 7 h ao prédio e que pelo menos 80 deles entraram, enquanto os demais bloqueiam a rua do Paraíso e a Apeninos, nas imediações. Os funcionários do período noturno puderam sair, mas os que chegavam para a troca de turno não puderam entrar.
Por volta das 11 h desta terça-feira, a ocupação do prédio prosseguia de forma pacífica, sob os olhares de policiais militares da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas) e de oficiais da GCM (Guarda Civil Metropolitana).
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Os sem-teto prometem não sair enquanto um representante da Prefeitura de São Paulo não for ao local para negociar. O terreno da reintegração de posse do último dia 17 de setembro, que fica no Jardim Itajaí, abrigava cerca de 200 famílias, as quais acabaram despejadas, com abuso de violência por parte da PM, segundo Rose Santos.
— Nós queremos uma resposta, que venham conversar conosco. Eles derrubaram os barracos e foram muito violentos, já que tinham idosos e crianças lá. A gente morava lá e agora tivemos que nos dividir pela região. Perdemos tudo e outras ocupações da região correm risco de terem de sair, então a nossa luta não é só pelo Jardim Itajaí.
Os manifestantes moravam nas ocupações conhecidas como Jardim da União, Recanto da Vitória e Jardim da Luta. Eles pedem que a prefeitura divulgue a lista de espera dos programas habitacionais da cidade, que mostre os projetos de novas casas na região do Grajaú e que abra negociação para que tais projetos saiam do papel.













