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Servidor acusado de mandar matar vereador e foragido da Justiça obtém licença de dois anos do cargo

Portaria está afixada no hall de entrada da prefeitura

São Paulo|Do R7

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Considerado foragido desde janeiro deste ano, quando teve a prisão preventiva decretada pelo TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo sob a acusação de mandar matar um vereador, o professor Luiz Carlos Perin conseguiu dois anos de licença sem risco de perder o cargo na prefeitura de Analândia, a 236 km de São Paulo. A portaria, assinada pelo prefeito Rogério Luiz Barbosa Ulson (PMDB) no último dia 5, está afixada no hall de entrada da prefeitura. Perin é professor efetivo de educação física e, na gestão passada, dirigiu a diretoria de educação no município.

De acordo com o prefeito, a Lei Orgânica do Município autoriza a licença por até dois anos, sem vencimentos, para o servidor público que a requerer para tratar de assuntos particulares. Perin entrou com o pedido no dia 18 de fevereiro, quase um mês depois de ter sido expedida ordem para sua captura.


No fim de janeiro, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) havia negado pedido de habeas corpus formulado por seus advogados. Ele é acusado de ser mandante do assassinato do vereador Evaldo José Nalim (DEM), executado a tiros, em sua casa, em outubro de 2010.

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A justiça considerou o crime político: o vereador fizera denúncias contra a administração local, que havia dez anos era dominada pela família de Perin. O irmão do acusado, ex-prefeito José Roberto Perin (DEM), era chefe de gabinete e tinha sido denunciado pelo vereador. O julgamento no TJ restabeleceu determinação da justiça para que Perin fosse julgado pelo Tribunal do Júri. No processo, o acusado tem reiterado sua condição de inocente das acusações.

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