Servidores e sem-teto engrossam protesto na avenida Paulista contra tarifa de transporte público
PM destacou 900 policiais para fazer a segurança ao longo da via, entre 14h e 20h
São Paulo|Do R7

No terceiro protesto contra a passagem de ônibus — que subiu para R$ 3,20 no último dia 2 —, funcionários da Secretaria Estadual da Saúde em greve, sem-teto da Frente de Luta por Moradia, delegados de polícia em campanha salarial e professores vão engrossar o ato marcado para as 17h desta terça-feira (11), na avenida Paulista. O protesto foi organizado pelo Movimento Passe Livre.
Com previsão de receber pelo menos 3.000 pessoas, o ato desta terça-feira deve causar mais uma vez caos no trânsito paulistano perto no horário do rush. A partir das 14h, haverá concentração de funcionários estaduais da Saúde em greve e lideranças da Apeoesp (sindicato dos professores estaduais) na frente do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Mais tarde, às 15h, delegados em campanha salarial se reúnem no mesmo local.
Além de professores, enfermeiros, médicos e delegados, cerca de 80 integrantes da Juventude do PT vão estar no Masp, na concentração para o protesto do Movimento Passe Livre. A PM destacou 900 policiais para fazer a segurança ao longo da avenida Paulista, entre 14h e 20h.
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Na manhã desta terça-feira, líderes do Passe Livre estiveram em escolas estaduais convocando estudantes a participarem do ato à tarde. Rafael Justino, de 19 anos, disse que o ato será "o maior de todos".
— Vamos parar São Paulo.
Por volta das 11h, Justino integrava um grupo que panfletava sobre a passeata em frente à Escola Estadual Caetano de Campos, na Aclimação, região central.
O prefeito Fernando Haddad (PT) vai acompanhar de Paris a nova manifestação. Haddad pedirá ajuda de Dilma para baixar o valor da passagem.
CET
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que "não foi comunicada oficialmente" sobre o protesto marcado pelo Movimento Passe Livre. Segundo o órgão, "apesar de a realização de manifestações públicas serem garantidas pela Constituição", a CET "sempre recomenda que esse tipo de atividade ocorra em locais que tragam menos impacto ao trânsito da cidade". Em nota, a companhia informou que, quando é informada sobre um protesto, monta uma programação e "pode negociar com os organizadores detalhes como o dia e o local mais adequados".
Se a manifestação ocorrer na avenida Paulista, "será colocado em prática um plano operacional para situações deste tipo", ou seja, "um monitoramento na região que por ventura venha a ser afetada pela manifestação". Bloqueios de trânsito poderão ser montados nas imediações.













