Sindicatos contrariam ordens judiciais e população fica sem transporte público em SP
Quem tentou ir trabalhar na manhã desta quarta-feira enfrentou dificuldades
São Paulo|Fernando Mellis, do R7

Apesar de duas ordens judiciais determinarem o funcionamento do metrô e dos ônibus em São Paulo nesta quarta-feira (15), os trabalhadores não cumpriram a decisão.
Quem saiu de casa no começo desta manhã não encontrou os ônibus circulando na capital paulista. O metrô ficou inoperante desde o horário em que deveria abrir.
Somente às 6h30 parte das estações do metrô foram abertas. Porém, a circulação se restrigia a alguns trechos das linhas.
Já a linha 4-Amarela funcionava normalmente.
Os poucos ônibus que circulavam estavam lotados e houve tumulto para embarcar.
Na Grande São Paulo, também houve paralisação do transporte coletivo.
Na terça-feira (14), o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) concedeu liminar que determina que o Sindicato dos Metrôviários mantenha 100% da frota em horários de pico e de 70% nos demais horários. A Justiça também determinou multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
No caso dos ônibus, a juiza Maria Pavlópoulos, da 13ª Vara de Fazenda Pública, determinou que ao menos 85% das linhas que atendem escolas e hospitais circulassem. A multa prevista é de R$ 300 mil.
Trabalhadores de diversas categorias aderiram à paralisação em protesto contra as reformas da Previdência Social e trabalhista. Ao longo desta quarta-feira, há outros atos previstos em toda a Grande São Paulo.













