Situação do Cantareira é 'sensível', diz ministra do Meio Ambiente
Izabella Teixeira evitou, porém, afirmar se será preciso haver racionamento de água
São Paulo|Do R7

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse na segunda-feira (5), que a situação do Sistema Cantareira, que abastece a cidade de São Paulo e outros municípios, é "sensível". Ela evitou, porém, afirmar se a queda no nível significa que será preciso haver racionamento de água.
— A situação é sensível, uma situação que chama a atenção porque está muito abaixo das mínimas históricas do reservatório.
Segundo ela, o assunto está sendo tratado "tecnicamente" dentro do ministério.
— Nós do governo federal temos nos colocado sempre como parceiros do governo do Estado de São Paulo, que é responsável por toda a segurança hídrica.
O nível do Sabesp (Sistema Cantareira, segundo informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo ), atingiu nesta segunda-feira 10%, recorde de baixa, como comentou a ministra.
— Chegou a 10% pela primeira vez e vem caindo.
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A ministra fez questão de ressaltar que, embora o ministério e a ANA (Agência Nacional de Águas) façam parte da discussão do tema, a responsabilidade de dizer se vai ter racionamento é do governo de São Paulo, operador do sistema, a quem cabem os investimentos necessários para dar "segurança hídrica" ao sistema.
Ela também confirmou que o governo federal está comandando reuniões entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para decidir sobre a utilização da água do rio federal Paraíba do Sul no abastecimento da capital paulista. Nesse momento, segundo a ministra, estão confrontando a demanda de cada Estado e o histórico de chuvas na região.
O uso do Rio Paraíba do Sul, segundo a ministra, é uma das dez medidas do governo do Estado de São Paulo para o abastecimento de água até 2035. A ministra negou, porém, que represamento de água para encher reservatórios de hidrelétricas estaria prejudicando o abastecimento de água dos municípios.
— Não há conflito entre energia e abastecimento", afirmou, completando que tem ocorrido colaboração entre a ANA e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que atua como um "gerente" organizando a geração, transmissão e distribuição de energia no País.













