Só 14% da avenida Rebouças é residencial
Uso da via para moradias ajudaria a amenizar a alta taxa de desocupação, aponta estudo
São Paulo|Do R7
Levantamento do GEU (Grupo de Estudos Urbanos), de agosto de 2015, mostra que apenas 14% dos estabelecimentos da avenida Rebouças têm uso residencial. São 19 prédios e 13 casas com essa característica, conforme estudo comandado por Milton Fontoura, que defende mais residências na via. "A Rebouças é uma joia da cidade que não tem sido bem aproveitada. Ela leva a dois corredores com alta concentração de empregos, as avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima. Poderia ser uma excelente opção de moradia para quem trabalha ali", afirma o especialista em geomarketing.
De acordo com o levantamento, o uso residencial mais intenso ajudaria a amenizar a alta taxa de imóveis desocupados na via — 22%. O trânsito pesado da região e o valor do aluguel explicam parte desse número. Na média, o metro quadrado para locação sai por R$ 46.
Ex-presidente do Secovi (Sindicato da Habitação) e atual conselheiro consultivo da entidade, Claudio Bernardes diz que o mercado pode interessar-se pela proposta, caso o valor das unidades compense o investimento feito no terreno. "No caso da Rebouças, o trânsito pode ser um complicador. Avenidas com tráfego muito carregado acabam com imóveis desvalorizados."
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