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Sobe para cinco o número de mortos em casa atingida por prédio que desabou na zona leste

Duas pessoas foram resgatadas com vida de escombros de uma obra que já havia sido alvo de multas e ação judicial

São Paulo|Do R7, com RECORD NEWS

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Prédio de 12 andares em construção, que estava com obra embargada, caiu sobre casa onde moravam bolivianos Reprodução/RECORD – 12.09.2026

Subiu para cinco o número de mortos em decorrência do desabamento de um prédio em construção na Penha, zona leste de São Paulo, no último sábado (12). As vítimas são três mulheres, uma delas grávida, e dois homens. Todos viviam em uma casa ao lado do edifício. As buscas continuam neste domingo (13).

Duas vítimas, uma criança de 5 anos e um homem adulto, foram resgatadas com vida.


Enquanto as equipes atuam na ocorrência, as causas do desabamento são investigadas. Em nota, a construtora New Home, responsável pelo prédio, informou que abriu uma apuração interna para esclarecer as circunstâncias do acidente e afirmou que ainda não há elementos que permitam atribuir o caso exclusivamente à empresa.

A construtora disse ainda que presta assistência às famílias afetadas e que a movimentação de terra em um terreno vizinho também deve ser analisada.


O advogado da New Home, Alexandre Sambi, afirmou que o empreendimento era conduzido pela própria construtora. Questionado sobre o fato de o projeto ter sido divulgado anteriormente no site e nas redes sociais da Pedra Viva Empreendimentos, ele disse que o posicionamento oficial da empresa é o descrito na nota.

Sobre um possível repasse do empreendimento entre as construtoras, Sambi afirmou não ter informações sobre “compras ou incorporações”. Após os questionamentos da reportagem, o site e o perfil da Pedra Viva relacionados ao projeto foram retirados do ar.


A obra também passou a ser alvo de investigação da Prefeitura de São Paulo. Segundo a administração municipal, o local já havia sido alvo de embargos, multas e de uma ação judicial para demolição de uma construção considerada irregular.

A gestão também informou que as apurações preliminares apontam que a demolição exigida para a aprovação de um novo projeto não teria sido realizada. Uma servidora responsável por um laudo de vistoria emitido em 2024 foi afastada por 30 dias, e o caso passou a ser investigado pela Controladoria-Geral do Município.

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