Logo R7.com
RecordPlus
‌

Socorrista narra 'cena de guerra' em local de acidente

São Paulo|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Mais de 12 horas após a colisão entre o ônibus e a carreta, na altura da cidade de Ibitinga, ainda era possível ver, às margens da estrada SP-304 (a Rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira), marcas do acidente. Sobre o asfalto restavam ainda pares perdidos de sapato, pedaços queimados de roupa e parte do banco do coletivo retorcido pelo impacto com a carreta, que acabou em chamas.

Testemunhas do acidente afirmam que o Corpo de Bombeiros local e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não demoraram para prestar socorro.

‌

Houve ainda ajuda da Polícia Rodoviária e de ambulâncias enviadas pelas prefeituras de Ibitinga e Borborema.

Mas as cenas não devem sair tão cedo da memória de quem prestou socorro. De férias na granja do cunhado, às margens do local do acidente, o funcionário público Cláudio Giradelli, de 54 anos, ainda não havia conseguido dormir. "Parecia uma cena de guerra. Gente se arrastando, várias pessoas gritando, descontroladas..."

‌

Giradelli relata que estava em casa quando ouviu um estrondo muito forte. "O relógio marcava 23h20." Da janela, avistou um clarão e logo percebeu que se tratava de uma carreta em chamas. "O fogo estava muito alto", disse. Logo depois, vieram os gritos. Assustado, correu para a estrada.

Quando fala do que viu, o servidor contrai os lábios. De um lado, lembra que havia uma carreta em chamas. Do outro, recorda de um ônibus com a lateral direita completamente arrancada pela colisão. Por causa do impacto, vários corpos foram arremessados para o asfalto, a maior parte de jovens; outros foram parar depois do acostamento. Muitos feridos se arrastavam sobre a pista, que passa por revitalização e não tem sinalização.

‌

Ele conta que ajudou a retirar duas pessoas das ferragens do coletivo, juntamente com o cunhado. Os sobreviventes também tentavam ajudar a retirar pessoas presas em meio aos ferros retorcidos. O corre-corre, a desordem e o desespero eram grandes. "Todos estavam com medo de pegar fogo no ônibus", diz.

Macas

‌

Vários caminhoneiros que passavam pela estrada também pararam e desceram para socorrer as vítimas. Os feridos eram postos em macas e levados de ambulância para os hospitais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.