SP: guardas civis suspeitos de obrigarem jovens a realizarem sexo oral após abordagem são presos
O caso está sendo investigado desde maio e teria acontecido depois que as vítimas foram vistas praticando manobras de moto
São Paulo|André Carvalho, da Agência Record

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na última terça-feira (15), cinco dos seis agentes civis suspeitos de terem obrigado jovens a realizar sexo oral durante uma abordagem em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São de Paulo. O caso ocorreu em maio deste ano.
De acordo com informações da Agência Record, os guardas-civis realizaram uma abordagem a motoqueiros que estavam "dando grau" em um local isolado do município.
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A prática é quando o condutor de uma moto empina o veículo e fica sobre apenas uma roda, geralmente a traseira. O ato é uma infração de trânsito gravíssima, com penalidade de multa e suspensão do direito de dirigir.
Segundo o delegado Luiz Roberto, que acompanha o caso, depois de terem abordado os jovens, seis agentes os agrediram fisicamente e os obrigaram a praticar sexo oral.
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As vítimas foram liberadas na sequência, porém uma das motos relacionadas aos jovens foi apreendida e encaminhada à Delegacia Central de Itapecerica, com suspeita de ser um veículo "clonado".
Ainda de acordo com o delegado, a partir dessa apreensão e de uma denúncia anônima, as investigações tiveram início.
Investigação
Os jovens foram ouvidos e narraram os acontecimentos. A investigação mostra que, no endereço em que as vítimas estavam, não há indícios de que tivessem cometido crimes como roubo ou furto, uma vez que o local é isolado de qualquer casa ou estrada movimentada.
No celular de um dos jovens, a Polícia Civil encontrou vídeos que os mostram empinando as motos no dia da abordagem. Gravações semelhantes, de datas anteriores, foram divulgadas no Instagram de uma das vítimas.
A investigação revela ainda que todos os jovens são de classe baixa e periféricos e têm emprego.
Depois do relato, a delegacia solicitou a prisão temporária dos guardas envolvidos, válida por 30 dias, e, como eles não foram localizados, o prazo foi estendido para mais 30 dias, com o pedido de prisão preventiva na sequência.
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