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Seis guardas civis são suspeitos de obrigarem jovens a realizarem sexo oral após abordagem em SP

Investigações ocorrem desde maio, quando houve o abuso. Após receberem mandados de prisão, agentes fugiram

São Paulo|Augusta Ramos, da Agência Record

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Jovens estavam dando 'grau' em moto e GCM os abordou
Jovens estavam dando 'grau' em moto e GCM os abordou

Seis GCMs (guardas-civis municipais) são procurados por suspeita de torturarem e obrigarem jovens a realizarem sexo oral, após abordagem em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, em maio deste ano. 

De acordo com informações do delegado que acompanha o caso, as equipes da GCM realizaram uma abordagem a motoqueiros que estavam "dando grau" em um local isolado do município.


A prática é quando o condutor de uma moto anda somente em uma roda, geralmente a traseira, enquanto a empina, e consiste em uma infração de trânsito gravíssima com multa e suspensão do direito de dirigir.

Segundo o delegado Luiz Roberto, depois de abordarem os jovens, os seis agentes os agrediram fisicamente e os obrigaram a praticar sexo oral.


As vítimas foram liberadas na sequência, porém uma das motos relacionadas aos jovens foi apreendida e encaminhada à Delegacia Central de Itapecerica, com suspeita de ser um veículo "clonado".

Ainda de acordo com o delegado, a partir dessa apreensão e de uma denúncia anônima, as investigações tiveram início, no dia 7 de maio, e as vítimas foram identificadas.


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Investigação

Os jovens foram ouvidos e narraram os acontecimentos. A investigação mostra que no endereço em que as vítimas estavam não há indícios de que eles cometeriam crimes como roubo, furto, uma vez que o local é isolado de qualquer casa ou estrada movimentada.

No celular de um dos jovens, a Polícia Civil encontrou vídeos que mostram eles empinando as motos no dia da abordagem. Vídeos semelhantes, de datas anteriores, foram divulgados no Instagram de uma das vítimas.

A investigação revela ainda que todos os jovens são de classe baixa, periféricos e têm emprego. 

Depois do relato, a delegacia solicitou a prisão temporária dos guardas envolvidos válida por 30 dias, e como eles não foram localizados o prazo foi estendido para mais 30 dias, com o pedido de prisão preventiva na sequência.

A Agência Record entrou em contato com a sede da GCM em Itapecerica, mas os guardas afirmaram que não tinham conhecimento sobre o caso.

O delegado conta que, após o pedido de prisão, os agentes fugiram, abandonando duas motos da GCM em um local próximo à casa de dois deles.

A Prefeitura de Itapecerica e a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) foram acionadas para um posicionamento, mas até o momento da publicação desta reportagem não deram retorno.

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