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SP: ONG de líder comunitária morta desviava dinheiro, diz polícia

Polícia identificou extratos bancários falsos que eram entregues pela prefeitura. Presidente da ONG foi morta em julho de 2020

São Paulo|Do R7, com informações da Record TV

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As investigações da Polícia Civil apontam que a morte da líder comunitária Vera Lúcia da Silva Santos pode estar ligada a desvios de dinheiro público da ONG que ela presidia, que atuava em na região do Grajaú, extremo sul de São Paulo. É isso que relevam os documentos obtidos com exclusividade pela Record TV.

As investigações da polícia chegaram aos extratos bancários da ONG que Vera Lúcia era presidente, e também a extratos falsificados que eram enviados pela organização para a prefeitura de São Paulo para o recebimento de recursos. O saldo entre os dos extratos eram sempre muito diferentes.


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"O extrato bancário real, às vezes negativo, era enviado a prefeitura com saldo positivo de quase 200 mil reais. Com certeza esse dinheiro foi desviado", explica o delegado Marcelo Jacobucci, do DHPP (Departamento Estadual de Proteção à Pessoa).

Vera desapareceu no dia 16 de julho após sair da ONG, deixando bolsa e pertences no local. O carro dela foi flagrado por imagens de câmeras de segurança da região momentos depois do sumiço. O automóvel foi encontrado queimado dois dias depois, com o corpo carbonizado no porta-malas.


A ONG que Vera era presidente recebia R$ 500 mil por mês da Prefeitura de São Paulo para administrar projetos sociais e creches em comunidades da zona sul de São Paulo. Todos os meses, a instituição precisa prestar contas para a diretoria de ensino, para comprovar o destino do dinheiro público e a saúde financeira da ONG. A polícia analisou a movimentação de 15 contas de dois bancos.

As investigações da Polícia Civil chegou à conclusão que o assassinato de Vera Lúcia tem ligação com a fraude, e agora vai instaurar um inquérito de lavagem de dinheiro para rastrear o caminho dos altos valores desviados pela ONG. Os investigadores já sabem que alguns funcionários tinham conhecimento das irregularidades.

A Prefeitura de São Paulo descredenciou a ONG no início do ano e cortou os repasses de verbas públicas logo depois de ter conhecimento sobre os desvios de dinheiro.

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