Líder comunitária do Grajaú pode ter sido morta por pessoa próxima

Segundo investigação, motivação para desaparecimento de Vera Lúcia seria financeira. Polícia solicitou a quebra do sigilo bancário e telefônico

Líder comunitária do Grajaú pode ter sido morta por pessoa próxima

Líder comunitária do Grajaú pode ter sido morta por pessoa próxima

Reprodução / Record TV

A polícia acredita que Vera Lúcia da Silva Santos, de 64 anos, possa ter sido morta por alguém próximo ao círculo familiar e profissional dela. Segundo os investigadores, a motivação pode ter sido financeira, uma vez que ela movimentava cerca de R$ 700 mil por mês em 10 contas. Ela está desaparecida há oito dias. As informações são da Record TV.  

Nesta quinta-feira (23), a polícia concluiu a fase de depoimentos. Vinte pessoas foram ouvidas no inquérito, entre elas os cinco filhos dela, além de amigos e funcionários da Associação Comunitária Auri Verde, presidida por Vera, que é líder comunitária do Grajaú, no extremo sul de São Paulo.

Ela está desaparecida desde a quinta-feira (16). A polícia solicitou à Justiça a quebra do sigilo bancário de Vera e da ONG que ela presidia. O objetivo é saber detalhes das movimentações bancárias suspeitas feitas dois dias após o desaparecimento dela. Uma delas envolve a transferência de parte de uma doação de R$ 200 mil.

Celulares dos funcionários da ONG e dos filhos da líder comunitária foram apreendidos pela polícia durante os depoimentos. A quebra do sigilo telefônico de todos eles também foi solicitada.

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Em entrevista ao Cidade Alerta, um dos filhos da líder comunitária afirmou que a família está à disposição da polícia para fornecer todas as informações necessárias e disse que não é possível afirmar nada sobre o que motivou o desaparecimento porque há uma investigação em curso. Os outros familiares e amigos não quiseram falar com os jornalistas.

Os filhos de Vera Lúcia cederam material genético para que a perícia faça o confronto com o DNA do corpo que estava no porta-malas do carro de Vera, encontrado carbonizado no sábado (18). O resultado do exame, no entanto, pode ser inconclusivo, já que o fogo pode ter eliminado os traços genéticos da vítima.

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O caso

Vera Lúcia, de 64 anos, desapareceu na quinta-feira (16), no Grajaú, zona sul de São Paulo, perto da ONG que presidia. Ela estava no trabalho quando recebeu uma ligação e disse que iria sair por alguns instantes.

No sábado (18), seu carro foi encontrado carbonizado a três quilômetros da sede da ONG, e havia um corpo no porta-malas. Ainda não há informação se o corpo seria ou não de Vera. O laudo levará cerca de 20 dias para ficar pronto.