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SP quer reciclar e compostar 80% do lixo

Aumento da compostagem caseira e novas centrais de reciclagem estão nos planos da prefeitura

São Paulo|Do R7

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Prefeituraquer reduzir, nos próximos 20 anos, de 98,2% para 20% o volume de lixoque é despejado nos aterros sanitários
Prefeituraquer reduzir, nos próximos 20 anos, de 98,2% para 20% o volume de lixoque é despejado nos aterros sanitários

A Prefeitura de São Paulo quer reduzir, nos próximos 20 anos, de 98,2% para 20% o volume de lixo gerado pela capital paulista que é despejado nos aterros sanitários. A meta está prevista no Plano de Resíduos Sólidos, que será apresentado hoje pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Para atingir a meta, a administração espera que até 2033 ao menos 30% dos paulistanos tratem dentro de casa os resíduos orgânicos domiciliares, que correspondem a 51% das 20,1 mil toneladas de lixo coletado por dia na cidade.


A prefeitura deve começar ainda este mês a distribuir gratuitamente dois mil equipamentos para que as pessoas façam a compostagem dos restos de alimentos, que viram adubo após o tratamento. Segundo o presidente da Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana), Silvano Silvério da Costa, 6,3mil toneladas de lixo são compostáveis.

— O objetivo é reter o máximo possível os orgânicos e diminuir o lixo destinado aos aterros.


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Segundo o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, o novo plano adequa o sistema de coleta da prefeitura ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010.

— Fizemos uma opção radical pela reciclagem, em vez de apostar em outras resoluções, como incineração do lixo.


Centrais

O plano municipal prevê a construção de quatro centrais de reciclagem para os resíduos secos, como latas, vidros, plásticos e papéis. Duas delas, nos bairros Ponte Pequena (região central) e Interlagos (zona sul),devem ser inauguradas em junho. As demais só devem entrar em operação em 2016,como explica Costa.

— Com isso, nós pretendemos quintuplicar o volume de lixo reciclado. Hoje, são cerca de 250 toneladas por dia. A meta é chegar a 1.250 toneladas.

Segundo ele, a ideia é ampliar ainda a parceria da prefeitura com os catadores de material reciclável nas ruas.

O plano prevê que, até 2016, no fim da gestão Haddad, os 96 distritos da capital estejam cobertos com a coleta seletiva. Hoje, apenas 75 distritos, que correspondem a 42% dos domicílios paulistanos, recebem a coleta segregada de resíduos. Para o lixo reciclável úmido, como caixas de pizza, papel higiênico e fraldas descartáveis, a gestão Haddad pretende criar três ecoparques na cidade. Inspirados em instalações existentes na Alemanha e na Espanha, os locais separam o que é possível ser reciclado do que é rejeito e deve ir para os aterros.O plano também inclui meta da gestão Haddad de compostar 100% do lixo das 880 feiras livres até 2016.

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