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Suposto membro do PCC é preso acusado de distribuir droga e arma

Apontado como um dos 14 homens mais poderosos da facção em liberdade, suspeito foi preso em condomínio de luxo em Mongaguá, no litoral de SP

São Paulo|Fabíola Perez, do R7

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Esquema de segurança montado para a transferência de Marcola
Esquema de segurança montado para a transferência de Marcola

Uma operação da Polícia Civil prendeu na manhã desta quarta-feira (20) um homem suspeito de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo. Ele foi apontado pelo Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) como um dos 14 membros mais poderosos da organização em liberdade. 

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Segundo a delegada do Denarc, Leslie Caram Petrus, o homem, conhecido como Pigmeu, atuava na função de ponteiro e controlava a distribuição de drogas e armas do litoral de São Paulo para outros estados. Ele foi preso em um apartamento, localizado num condomínio de luxo em Mongaguá, com celulares e contabilidade finaneira.

A delegada afirmou que havia um mandado de prisão contra o suspeito e mais quatro mandados de busca e apreensão. Segundo ela, outas pessoas estão sendo procuradas pela Polícia Civil. "O objetivo da operação é desarticular o poder financeiro e o poder bélico do Primeiro Comando da Capital", diz ela.


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Os documentos de contabilidade apreendidos no apartamento ainda não foram analisados pela polícia. Não há, até o momento, uma estimativa da quantia financeira que seria movimentada pelo suspeito. A investigação que resultou na prisão do homem teve início no ano passado e segue sob sigilo.


Transferência do líder

O líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi transferido para o presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, na quarta-feira (13). Outros 21 líderes do 1° e 2° escalão da facção criminosa também foram removidos do presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. 


De acordo com os investigadores, que haviam pedido a remoção dos presos em outubro do ano passado, as penitenciárias foram escolhidas em razão da localização, o que dificultaria a comunicação com os demais membros da organização criminosa. A transferência foi pensada após a descoberta de um plano de resgate de Marcola.

Segundo informações, 15 membros da facção cumpriam pena na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e outros sete no Centro de Reabilitação Penitenciária, onde se cumpre o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).

No presídio federal

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O líder do PCC deve ficar em um cela isolada, onde permanecerá 22 horas em regime de isolamento. Nas novas condições, ele terá direito a duas horas de banho de sol e será privado de receber visita íntima. Para se ter ideia, a Penitenciária 2, com cerca de 700 detentos, dava o direito de visita íntima aos fins de semana.

Na cela, Marcola também não terá nenhum ponto de energia na estrutura. Depois do primeiro mês, os detentos poderão receber visitas familiares semanalmente, sem contato físico, sob monitoramento. Segundo o promotor, as condições de isolamento deverão dificultar a comunicação com os demais membros da cúpula.

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