São Paulo Suspeito de matar cicloativista em SP deixa delegacia sob protestos

Suspeito de matar cicloativista em SP deixa delegacia sob protestos

 José Maria da Costa Júnior, deixou o 14º Distrito Policial (Pinheiros) no final da tarde desta terça-feira (10). Prisão preventiva foi solicitada à Justiça

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Sob protestos, o suspeito de atropelar e matar a socióloga Marina Kohler Harkot, de 28 anos, José Maria da Costa Júnior, deixou o 14º Distrito Policial (Pinheiros) no final da tarde desta terça-feira (10).  

Cicloativista morreu atropelada na zona oeste de SP

Cicloativista morreu atropelada na zona oeste de SP

Reprodução/Facebook

Acompanhado pelo advogado de defesa, ele foi ouvido e liberado após se entregar à polícia. Costa Júnoir saiu do local sem falar com a imprensa e entrou no carro do defensos aos gritos de "assassino" e do nome de Marina, ditos por ciclistas que estavam na porta da delegacia. Um deles chegou a sentar sobre o capô do carro, impedindo por alguns instantes que o suspeito fosse embora. 

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito, que ainda não foi decretada pela Justiça. O mais provável, no entanto, é que o motorista não fique detido, uma vez que a legislação eleitoral impede prisões - a não ser em casos de flagrante - nos cinco dias anteriores ao pleito, que ocorre neste domingo (15).

O caso

Cicloativista e pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo), Marina foi atingida enquanto trafegava de bicicleta pela Avenida Paulo VI, em Pinheiros, na zona oeste, às 0h17 de domingo (8). O Samu chegou a ser acionado por outras pessoas, mas a jovem morreu no local.

José Maria da Costa Júnior, suspeito de atropelar e matar a ciclista Marina Kohler Harkot

José Maria da Costa Júnior, suspeito de atropelar e matar a ciclista Marina Kohler Harkot

RONALDO SILVA / FUTURA PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO - 10.11.2020

Costa Júnior teria deixado de prestar socorro e fugido do local, segundo investigadores. Ele passou mais de 48 horas foragido até se entregar na delegacia nesta tarde, na companhia de advogados.

A avenida em que Marina foi atropelada tem quatro faixas e a socióloga estaria pedalando na última, perto do parapeito, de acordo com a investigação. Na via, a velocidade máxima permitida é de 50 km/h.

Ainda no dia do crime, os policiais conseguiram entrar em contato com o proprietário do carro, um Hyundai Tucson, mas a pessoa alegou na ocasião que vendeu o automóvel em 2017. Nesta terça, os agentes conseguiram localizar o veículo em um estacionamento no centro da capital paulista. O carro passou por perícia.

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