Suspeito de matar filho batia no menino porque ele fazia cocô e vomitava
Caso aconteceu em Piracicaba, no interior do Estado
São Paulo|Do R7
Um pai foi preso, suspeito de matar o filho de três anos, porque o menino vomitava e fazia cocô nas calças. O caso aconteceu no interior do Estado. De acordo com o delegado Fernando Marcos Dultra, equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Piracicaba e da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) localizaram o homem, na segunda-feira (26), na casa de um amigo, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo.
Ainda conforme o delegado, a agressão aconteceu no dia 11 deste mês. O menino chegou a ficar internado, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo necroscópico ainda não foi concluído. A suspeita é que a vítima tenha sofrido traumatismo craniano.
No último dia 12, ao ser ouvido na DIG, o homem apontou a ex-mulher, mãe da criança, como autoria da violência, segundo Dultra. Mas testemunhas relataram à polícia que quem costumava a agredir o menino era o pai.
O garoto era fruto de um relacionamento anterior do suspeito. A criança teria passado a viver com o pai há cerca de dois meses, conforme o delegado. O homem tem ainda outros dois filhos com a atual mulher.
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— Ele contou que, no dia do crime, só estavam ele e a criança na casa, porque a atual mulher havia ido para o hospital com o outro filho que ele tem. Então, por volta das 17h, ele botou a criança para tomar banho e ela começou a vomitar. Ele passou a bater nela porque ela estava vomitando. O menino melhorou e o pai deu café com leite para ele, que vomitou de novo. E apanhou mais um pouco.
Após ser preso, o suspeito declarou durante interrogatório que o filho teria batido a cabeça no vaso sanitário quando era levado para tomar banho. De acordo com o relato do homem, a criança, então, sofreu uma convulsão. Ele disse à polícia que jogou água na cabeça do garoto, que foi colocado para dormir após melhorar.
Ainda durante o interrogatório, o suspeito teria afirmado que, horas depois, viu que o menino estava com lábio roxo e o levou ao pronto-socorro.
Mas a versão não convenceu o delegado. Para Dultra, o menino foi arremessado contra a parede, o que provocou as lesões que resultaram na morte da criança.
O pai já teve a prisão temporária decretada por 30 dias. Por questões de segurança, a polícia não divulgou o local onde ele está detido.
— Estamos aguardando o laudo necroscópico para relatar o inquérito e pedir a preventiva dele.













