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Suspeitos escapam após confusão entre policiais civis e militares

Investigadores da Polícia Civil foram abordados por policiais militares rodoviários quando escoltavam um caminhão carregado com drogas

São Paulo|Thais Skodowski, do R7, com Agência Record

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Caminhão carregava drogas
Caminhão carregava drogas

Uma confusão entre policiais civis e policiais militares rodoviários permitiu com que traficantes que estavam sendo investigados pela Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) conseguissem fugir, no tarde de sexta-feira (16), em Itu (SP).

Um policial civil registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Seccional de Polícia de Itu contra os policiais militares rodoviários por abuso de autoridade.

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De acordo com o B.O., os investigadores da Deic saíram de São Paulo para tentar prender traficantes no interior do estado. A operação estava organizada desde dezembro.

Os agentes da Polícia Civil escoltavam um caminhão com uma carga de soja e diversas malas de maconha quando foram abordados por policiais rodoviários militares no pedágio, na altura do km 74 da rodovia Castello Branco, em Itu (SP).

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Apesar de mostrarem a documentação de que se tratava de uma operação de combate ao crime organizado, os militares não liberaram os policiais civis por suspeitarem que eles eram ladrões. Houve discussão e um investigador afirmou que foi agredido.

Por causa da confusão, os suspeitos, que receberiam a droga em um posto de gasolina na rodovia, conseguiram fugir. 

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O motorista e o caminhão foram encaminhados ao Deic. Segundo o depoimento do motorista na delegacia, ele fazia o trajeto de Campo Grande (MS) até o Guarujá, litoral paulista, quando foi rendido por traficantes e obrigado a levar a droga.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que a denúncia seguirá para a devida apuração pelo 4º DP da cidade [Itu]. A Corregedoria da PM foi comunicada e acompanha o caso.

Os policias militares rodoviários não foram até a delegacia para darem a versão do caso. O R7 entrou em contato com o Comando de Policiamento Rodoviário, mas até a publicação da reportagem não havia resposta.

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