São Paulo 'Tatuzão' volta a funcionar seis meses após obra do metrô desmoronar na marginal Tietê (SP)

'Tatuzão' volta a funcionar seis meses após obra do metrô desmoronar na marginal Tietê (SP)

Equipamento vai perfurar o túnel no sentido sul, em direção à estação Santa Marina

  • São Paulo | André Carvalho, da Agência Record, e Isabelle Amaral*, do R7

Equipamento vai perfurar o túnel no sentido da estação Santa Marina

Equipamento vai perfurar o túnel no sentido da estação Santa Marina

Reprodução/Governo de São Paulo/Record TV

O governo de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (30), a retomada da operação da tuneladora, mais conhecida como "tatuzão", nas obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo.

Esta é a primeira vez que o equipamento funciona desde que parte da obra desmoronou, resultando na abertura de uma cratera na marginal Tietê, próximo à ponte do Piqueri, na zona norte de São Paulo, no dia 1° de fevereiro deste ano.

Agora, o equipamento vai perfurar o túnel no sentido sul, em direção à estação Santa Marina. O governador Rodrigo Garcia (PSDB) esteve no local para marcar a retomada da operação da tuneladora.

Na época, o asfalto cedeu em frente a uma das estações que estão sendo construídas na zona norte. A marginal Tietê chegou a ficar 50 minutos completamente interditada.

A cratera ocupou inicialmente apenas uma faixa da via, mas logo se expandiu, atingindo outras três. Além disso, houve diversas rachaduras em volta do buraco, razão pela qual a marginal foi interditada.

O que causou a cratera

O rompimento de uma galeria de esgoto no sentido transversal à obra da Linha 6-Laranja do Metrô foi a causa do desabamento que ocorreu na marginal Tietê, informou Paulo José Galli, que era secretário de Transportes Metropolitanos na época.

“Houve o início de vazamento às 8h21, e o que começou de uma maneira leve acabou se rompendo. O solo não suportou o peso da galeria e se rompeu. A tuneladora passava a 3 metros dessa galeria, então não é um choque da tuneladora com a galeria”, explicou Galli.

João Doria (PSDB), que era governador quando o acidente ocorreu, também esteve no local e reiterou que, segundo os engenheiros da Acciona, empresa responsável pelas obras da Linha 6, o problema tinha ocorrido em uma coletora de esgoto da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). “Dadas as circunstâncias, o menor dos problemas. Poderia ter sido muito mais grave. Felizmente não tivemos nenhuma vítima”, afirmou Doria.

*Estagiária sob supervisão de Odair Braz Jr.

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