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Tenho medo do que possa acontecer com meu outro filho, diz mãe de menina decapitada em Guarulhos

Por segurança, irmão de vítima se mudou; casos de sumiço de crianças são frequentes na região

São Paulo|Lumi Zúnica , especial para R7

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Laisa teria sido vista pela última vez em um ônibus em Guarulhos com um homem de pele parda aparentando ter de 25 a 30 anos
Laisa teria sido vista pela última vez em um ônibus em Guarulhos com um homem de pele parda aparentando ter de 25 a 30 anos

Antônia Pereira da Silva, mãe de Laisa — garota de 10 anos encontrada em Guarulhos decapitada e com o corpo decepado — disse que resolveu se afastar de seu outro filho, de 12 anos, com medo de que o mesmo possa acontecer com ele. Por segurança, o garoto foi morar na casa do pai, do qual ela é separada.

— Tenho medo do que possa acontecer com meu filho.


O corpo de Laisa foi enterrado nesta terça-feira (5) no cemitério Vila Rio. Como os exames de DNA que compravam que se trata realmente de Laisa ainda não saíram — os resultados devem ficar prontos em até quatro meses —, o corpo foi enterrado sem identificação.

A polícia informou que o principal suspeito é um homem de pele parda, olhos e cabelos castanhos aparentando ter de 25 a 30 anos de idade. De acordo com testemunhas, ele foi visto levando Laisa em um ônibus que faz a linha Jd. Fortaleza–Centro de Guarulhos por volta das 22h da noite posterior ao desaparecimento da criança.


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Segundo a testemunha, que fez um retrato falado do suspeito, eles desceram do ônibus na altura de um posto de combustível na favela do Piolho, no Jd. São Luis. A mesma testemunha afirma que chamou a atenção o modo desconfortável com que a menina agia com o homem que a segurava pelos ombros, como se a estivesse abraçando. Na hora de descer, ela ainda tentou ficar no veículo, mas o homem a puxou para fora.


Segundo o investigador Paulo Antonelli, do 7º Distrito Policial de Guarulhos, que conduz as investigações do crime, o número de desaparecimentos de meninas adolescentes tem aumentado significativamente na região. No entanto, quase todas reaparecem poucos dias depois. A maioria foge com namorados, e quando voltam, muitas vezes estão grávidas. No entanto, segundo ele, meninos não costumam ser vítimas comuns.

— Menino não some, e quando desaparece é preocupante.

Foi o caso de Hugo Ribeiro dos Santos Camargo, visto por ultima vez em 2 de outubro de 2007 na porta de casa, perto de onde Laisa morava, no Jd. Fortaleza. Ele nunca foi encontrado. O garoto tinha dez anos na época e desapareceu no mesmo mês que Laisa, próximo ao dia das crianças.

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