Termina segundo dia de julgamento de acusada de matar coronel
Trabalhos serão retomados nesta quarta-feira com debates entre acusação e defesa
São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7
Após cerca de 8 horas, terminou, nesta terça-feira (6), o segundo dia do julgamento da advogada Carla Cepollina, acusada de assassinar o ex-namorado, o coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006. Os trabalhos serão retomados nesta quarta-feira (7), com a realização dos debates entre acusação e defesa.
A exemplo do que ocorreu na segunda-feira (5), a sessão começou com atraso. Desta vez, o problema foi a falta de energia elétrica no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, zona Oeste da capital paulista. O júri, marcado para o meio-dia, só foi reiniciado por volta das 14h30. Os trabalhos do dia anterior foram retomados com a leitura dos depoimentos de testemunhas colhidos na fase de elaboração do inquérito policial e em juízo.
Um dos momentos mais aguardados foi a apresentação dos três depoimentos dados pela delegada de Polícia Federal Renata Azevedo dos Santos Madi, apontada como pivô da briga entre Ubiratan e Carla Cepollina. Em um deles, ela admitiu que estava apaixonada pelo coronel e que os dois, na época, mantinham “um relacionamento sexual superficial” devido a problemas de saúde da vítima.
A delegada mencionou ainda as mensagens que teria recebido de um dos celulares do coronel.Os torpedos supostamente foram enviados por Carla, que voltou a negar a suspeita.
Pouco depois das 17h, foi iniciado o interrogatório da ré. Durante X horas, ela respondeu a perguntas do juiz Bruno Ronchetti de Castro, do promotor João Carlos Calsavara, do assistente de acusação Vicente Cascione e dos advogados de defesa, Eugenio Malavasi e Liliana Prinzivalli, que também é mãe da acusada.
Demonstrando firmeza na maior parte do tempo, Carla também teve momentos de irritação. Ela chegou a pedir que o representante do Ministério Público a chamasse de doutora, alegando que era tão formada quanto ele. Minutos depois,quando já era interrogada por Cascione, que perguntou qual a dimensão do ego dela, disse que não fazia questão do tratamento.
A advogada argumentou que no ambiente jurídico, era normal ser chamada de doutora e que o promotor estava se referindo a ela 'ostensivamente como dona Carla". Admitiu que foi um "capricho de ego tolo" e que foi levada pelo momento. Dizendo-se arrependida, afirmou que não estava "em condições normais de temperatura e de pressão" em função das feridas que julgamento fazia voltar à tona.
Pouco antes das 22h, após o jantar dos jurados, a acusada começou a responder às questões apresentadas pela defesa, que durou menos de 20 minutos.
Primeiro dia
O primeiro dia de julgamento foi iniciado com três horas de atraso. Das 10 testemunhas convocadas – cinco de defesa e cinco da acusação, apenas três compareceram. Duas delas, OdeteOdoglio de Campos, vizinha da vítima, e o delegado Marco Antonio Olivato, que presidiu o inquérito, foram ouvidos.
O depoimento mais longo foi o do delegado Olivato, que durou aproximadamente cinco horas.
Veredicto
Os debates entre acusação e defesa terão duração de três horas no total. Se o promotor solicitar réplica, os advogados de Carla terão o direito à tréplica. Cada lado tem 1 hora para expor suas argumentações.
Na etapa final, o Conselho de Sentença se reúne na Sala Secreta para realizar a votação dos quesitos, de determinará se a ré será condenada ou absolvida.













