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TJ aumenta pena de comerciante que atropelou 12 em Sorocaba

Seis pessoas morreram após a colisão. Caso ocorreu em 2014 no interior de São Paulo. Advogado de defesa do réu afirmou que vai entrar com recurso

São Paulo|Do R7

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Comerciante atropelou e matou seis pessoas em 2014
Comerciante atropelou e matou seis pessoas em 2014

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) aumentou para quatro anos e dez meses e meio de prisão a pena do comerciante Fábio Hiroshi Hattori, de 31 anos, condenado por atropelar doze pessoas e matar seis delas, em abril de 2014, em Sorocaba, interior de São Paulo.

Ele terá de iniciar o cumprimento da pena em regime semiaberto, sem direito à conversão da prisão em prestação de serviços comunitários. Em primeira instância, Hattori havia sido condenado a três anos e seis meses de prisão em regime aberto, mas a pena foi convertida em prestação de serviços.


A decisão do TJ, divulgada nesta terça-feira (7) manteve a suspensão da carteira de habilitação do comerciante por dois anos, cinco meses e sete dias. O assistente da promotoria, Ademar Gomes, informou que vai entrar com recurso para que a pena seja aumentada, o que implicaria na conversão da prisão para o regime fechado. O advogado Mário Del Cistia Filho, que atua na defesa do comerciante, informou que vai esperar a publicação da decisão para também entrar com recurso, visando a diminuição da pena.

Bafômetro


O acidente aconteceu na madrugada de 6 de abril de 2014, na rodovia Raposo Tavares, na área urbana de Sorocaba. Hattori vinha de carro pela rodovia, quando perdeu o controle e atropelou 12 jovens que tinham saído de uma rave e esperavam o ônibus no acostamento. Seis jovens, com idades entre 15 e 20 anos, morreram no local e outros seis tiveram ferimentos graves.

O teste do bafômetro indicou dosagem alcoólica superior ao permitido. Na época, o condutor do veículo disse aos policiais que tinha tomado uma lata de cerveja e acabou dormindo ao volante. O comerciante foi preso e ficou 18 dias na Penitenciária de Tremembé, até ser solto para responder ao processo em liberdade

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