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TJ concede liberdade para médico suspeito de desvios em SP

Gustavo Khattar de Godoy obteve habeas corpus junto com outros oito suspeitos presos na operação Ouro Verde, no início do ano passado

São Paulo|Kaique Dalapola e Caio Sandin, do R7

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O médico Gustavo Khattar de Godoy
O médico Gustavo Khattar de Godoy

O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) concedeu, nesta terça-feira (5), o habeas corpus para o médico e empresário Gustavo Khattar de Godoy. Ele é acusado, juntamente com outras 12 pessoas, de desviar recursos públicos, além de pagar propina a servidores públicos da área da saúde de Campinas e São José do Rio Preto.

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Junto com o médico mais oito habeas corpus foram consedidos para membros do suposto grupo. Eles vão responder ao processo em liberdade.

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Os suspeitos foram alvos da operação Ouro Verde, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Estado de São Paulo, com apoio da Polícia Militar, no começo do ano passado. Os suspeitos são investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Os promotores afirmam que houve um desvio de ao menos R$ 2 milhões de recursos públicos, por meio do direcionamento de contratos de fornecedores com preços superfaturados e entrega de vantagens indevidas para agentes públicos em hospitais da cidade de Campinas.


Após a liminar desta terça, todos os 13 suspeitos envolvidos na suposta organização criminosa estão em liberdade. O empresário Godoy agora se junta a Ronaldo Pasquarelli, Paulo Roberto Segatelli Camara e Sylvino de Godoy Neto entre os acusados que estão em liberdade. Sendo que o último, Sylvino, é o pai dele e dono do Grupo Rac, que edita os jornais Correio Popular, Gazeta de Piracicaba e Notícia Já.

A sessão 16ª Câmara Criminal, presidida pelo relator Leme Garcia, também decidiu pela manutenção da soltura do empresário Sylvino.


Procurados os Godoy não foram encontrados para comentar sobre a situação. Em nota publicada em 2017, quando do início da investigação, Sylvino afirmou que sua intenção nas relações com o Hospital Ouro Verde sempre foi "única e exclusivamente no sentido de contribuir para que o Hospital não sofresse qualquer paralisação, que resultaria em graves prejuízos a uma população tão carente e que depende do [seu] atendimento". 

O empresário ainda afirma que sua "relação com o prefeito Jonas Donizette sempre foi cordial e respeitosa de parte a parte, e de total independência editorial, sem a qual estaríamos impedidos de quaisquer tratativas a favor de quem quer que seja".

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