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Trabalho dos bombeiros deve prosseguir nesta quinta

O candidato Eduardo Campos e mais seis pessoas morreram na queda do avião

São Paulo|Fernando Mellis, do R7

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Vários imóveis ficaram danificados após o acidente em Santos
Vários imóveis ficaram danificados após o acidente em Santos

Os bombeiros não têm hora para terminar as buscas no local onde o jatinho do candidato à presidência Eduardo Campos (PSB) caiu, na quarta-feira (13), em Santos, litoral paulista. Além dele, outras seis pessoas morreram – piloto, copiloto e quatro integrantes da campanha. O porta-voz da corporação, capitão Marcos Palumbo, falou por volta das 18h, sobre o andamento dos trabalhos.

— Estamos aqui desde as 10h e, infelizmente, talvez pela força do impacto, não encontramos nenhum corpo inteiro, apenas partes.


Ainda de acordo com o capitão, parte do avião está enterrada a cerca de 3 metros de profundidade. Os bombeiros tentam chegar nesse local. Os corpos foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal) da capital paulista. A Polícia Federal instaurou inquérito e vai apurar eventuais responsabilidades pelo acidente.

Pelo menos onze pessoas que estavam em solo ficaram feridas e foram levadas a hospitais da região. Um bebê de um ano e meio está internada na Santa Casa de Santos. Outras dez pessoas, que também precisaram de atendimento médico, já tiveram alta.


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O avião de Eduardo Campos decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por volta das 9h. O pouso era para acontecer menos de uma hora depois, na Base Aérea de Santos, que fica na cidade vizinha, Guarujá. Em nota, a Aeronáutica informou que o piloto arremeteu o pouso devido ao mau tempo. Ele deveria fazer uma manobra e tentar aterrissar novamente, mas caiu antes. Testemunhas disseram que viram o jatinho pegando fogo antes de se chocar com o solo.


O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) apura o que derrubou a aeronave. A caixa preta do Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, foi localizada durante a tarde e será encaminhada para análise. Outros destroços do avião, como partes da turbina, também foram recolhidos pela FAB (Força Aérea Brasileira).

Moradores de casas e prédios próximos ao local do acidente tiveram que sair de casa e só foram autorizados a entrar na presença de bombeiros, para retirar pertences. A Defesa Civil não tem previsão para liberar a área. Palumbo disse que há risco de desabamento em alguns imóveis, porém, não é iminente, o que permite o trabalho da corporação.


Quem não saiu de casa ficou sem energia elétrica desde as 10h. No começo da noite, o fornecimento permanecia comprometido no entorno. Moradores disseram ter ouvido um forte estrondo. Muitos vidros de casas e apartamentos se estilhaçaram com o impacto.

Vídeo mostra prédio momentos após ser atingido por avião de Eduardo Campos

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