Trânsito aumenta 12% no horário de pico da noite
Em 2012, o paulistano enfrentou, em média, 120 km de filas nesse horário, ante 107 km, em 2011
São Paulo|Do R7
O trânsito em São Paulo está mais devagar. Isso em qualquer hora do dia, não importa se de manhã ou no rush da volta para casa. É o que mostram dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) divulgados nesta segunda-feira (22). O pior índice continua sendo o pico da noite, às 19h. Em 2012, o paulistano enfrentou, em média, 120 km de filas nesse horário, ante 107 km, em 2011 — uma aumento de 12%. Já o ápice do congestionamento matinal, às 9h, pulou de 77 km para 89 km.
Na avaliação da CET, os engarrafamentos só tendem a piorar enquanto a capital paulista não tiver transporte público de qualidade. Melhorar esse serviço é responsabilidade da prefeitura, administradora da rede de ônibus, ao lado do governo de São Paulo, que gerencia o Metrô (Companhia do Metropolitano) e CPTM (Paulista de Trens Metropolitanos), como diz o diretor de Planejamento da CET, Tadeu Leite Duarte.
— O sistema viário não cresce, mas a quantidade de veículos que entram nele, sim. O único modo de conter o aumento será a migração das pessoas do transporte individual para o coletivo.
Dados tabulados pela estatal revelam que, em 2012, a capital chegou a 64,7 automóveis a cada cem habitantes.
Vinte e dois anos antes, o patamar chegava quase à metade disso: 36. As tabelas do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) informam que, nesse período, a população da cidade subiu 19%. Já o tamanho da frota registrada mais do que dobrou, atingindo mais de 7,3 milhões de carros em 2012.
Manhã
O horário de pico da manhã foi a faixa do dia que mais sofreu com a queda da velocidade no trânsito nos últimos anos. Das 7h às 10h, a lentidão na cidade alcançou, em média, 68 km, ante 53 km em 2010. Mesmo depois das 10h, o tráfego continuou mais lento que o normal em 2012.
A gestão Fernando Haddad (PT) promete construir 150 km de corredores de ônibus até o fim do mandato. Haddad também diz que entregará, ainda este ano, 220 km de faixas exclusivas de ônibus à direita, como as que vigoram na avenida Paulista e na marginal Tietê. São essas as principais fichas da administração municipal para melhorar a velocidade dos ônibus e, consequentemente, reduzir a lotação e a demora das viagens, tornando esse meio atrativo para quem tem carro, com explica Duarte.
— Não queremos que as pessoas abandonem completamente o carro, mas sim que, se puderem, possam usar o transporte público ao menos numa parte do seu deslocamento.
A velocidade média dos ônibus no trânsito era de apenas 13 km/h no ano passado. Com as novas faixas inauguradas em 2013, subiu a 15 km/h, segundo dados preliminares.















