Trivia Trens retoma operação da Linha 13-Jade e do Expresso Aeroporto nesta segunda (26)
Retomada ocorre após falhas operacionais que levaram ao afastamento da empresa e à abertura de inquérito pelo MPSP
São Paulo|Do Estadão Conteúdo
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A Trivia Trens retomou, nesta segunda-feira (26), a operação integral da Linha 13-Jade e do Expresso Aeroporto.
A volta ocorre após 20 dias de acompanhamento da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
A concessionária também começa a reassumir as linhas 11-Coral e 12-Safira. A operação desses ramais seguirá sob supervisão da estatal até 25 de novembro, conforme cronograma da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).
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A retomada ocorre três meses após a agência determinar o afastamento da concessionária da operação ferroviária, em meio a falhas registradas nos primeiros dias de funcionamento.
A Trivia assumiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em 21 de julho, depois de um período de transição com a CPTM. Nos três primeiros dias, problemas operacionais provocaram interrupções na circulação dos trens.
Entre as ocorrências, houve uma falha no fornecimento de energia entre as estações Brás e Tatuapé e um foco de incêndio em uma composição na altura da Estação Bresser-Mooca.
Neste último caso, passageiros precisaram caminhar pelos trilhos.
Diante dos problemas, a Artesp determinou que a CPTM reassumisse a operação. O MPSP (Ministério Público de São Paulo) também abriu um inquérito para apurar as falhas.
A partir de 6 de outubro, a CPTM voltou a acompanhar a atuação da Trivia na operação dos trens, no atendimento aos passageiros e na manutenção, sob fiscalização da Artesp.
O período de acompanhamento terminou neste domingo (25). Segundo a agência, a concessionária está apta a reassumir integralmente a Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto.
Nas linhas 11-Coral e 12-Safira, a transição será mais longa. A CPTM fará supervisão presencial e em tempo integral das atividades operacionais até 25 de novembro.
No dia seguinte, a Trivia deverá assumir integralmente as três linhas, com o início da chamada Operação Assistida, ainda sob fiscalização da Artesp.
Durante o período de afastamento, a concessionária teve de retomar treinamentos de operação e manutenção e apresentar um plano de ação à agência reguladora.
As exigências incluíram revisão de procedimentos, reforço da capacitação das equipes e aprimoramento dos protocolos para emergências, como transbordo entre trens, falhas na rede aérea e acionamento do Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência).
A Artesp mantém duas frentes de investigação sobre as falhas de julho. Um processo sancionador apura a atuação da concessionária na resposta operacional às ocorrências.
Já a Copese (Comissão Permanente de Segurança) investiga as causas técnicas do incidente. Os dois procedimentos continuam em andamento.
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